ACÇÃO





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    O que eu posso fazer para mudar o sistema político de que tanto nos queixamos?


    Mais gestos e menos palavras. Não é fácil ser cidadão no mundo de hoje, ainda mais em Portugal. Protestar e elencar as culpas, só por si, não faz a mudança e assegura o futuro.

    Motivos para estarmos furiosos: aumento dos impostos; subida da inflação; diminuição dos salários; mais horas de trabalho; aumento da idade de reforma; mais desemprego.

    Outros motivos para estarmos furiosos: um sem-fim de fraudes; escândalos; obtenção de riqueza de forma ilícita por parte de políticos corruptos, empresários e banqueiros sem escrúpulos.

    Perante este panorama e a crise instalada, o medo, a confusão apoderaram-se dos cidadãos tornando-se contagiante e paralisante.

    Reacções perante este estado de coisas: primeiro, sente-se indignação, depois frustração e por fim indiferença.

    Temos que fazer parte de um movimento de cidadãos responsáveis.

    Nós, vós fazeis parte de uma minoria de cidadãos, cada vez mais numerosa que adoptou uma visão activa procurando fazer uma revolução pacífica e às vezes silenciosa.

    Temos de mudar a nossa mentalidade, as nossas atitudes e as nossas decisões.

    É um caminho difícil, com muitos obstáculos mas depende de nós próprios, do nosso esforço, do nosso compromisso.




    Poupança e exemplo



    O uso excessivo de carros oficiais demonstra uma concepção ultrapassada da política.

    O direito a desfrutar de veículo e motorista por conta do Estado é um velho costume demasiado utilizado.

    É obsceno nos tempos que correm a opulência de tantos carros pretos de alta cilindrada usada pelos políticos.

    Seria importante a utilização de carros mais ágeis, mais eficientes e sem aparato.

    A poupança é uma gota no oceano, mas o que conta é a mudança de mentalidade em que cada euro gasto no erário público o é com sentido de responsabilidade, com eficácia e como exemplo.

    Temos vergonha de viver neste país faz de conta, em que se faz tudo e mais alguma coisa. Os portugueses são roubados todos os dias e respondem com encolher dos ombros.

    País de corruptos, safados, vigaristas, hipócritas, tratantes, trapaceiros, velhacos e ladrões. Detestamos viver neste país que não se faz justiça perante esta gentalha. Cada dia que passa novas tramas se conhecem, mais parecendo um filme com enredo de intriga, maquinação e conspiração.

    Nada nos move que uma pessoa tenha bens e seja rica, desde, que se saiba de onde vem o dinheiro e que paga os seus impostos.

    Na política somos contra o palavreado vão. A melhor forma de fazer política é pelo exemplo e que não haja excepções.

    Na vida política, num verdadeiro Estado de Direito não pode e não deve haver excepções - a transparência é para todos.

    A vida política em Portugal parece uma telenovela negra. A questão da obrigatoriedade de entregar a declaração de rendimentos e património no Tribunal Constitucional (TC) é para todos os gestores públicos? Ou é para todos no papel e há quem não a entregue e nada lhes acontece?

    A vida política portuguesa, com a falta de exemplo e excepção, o modo de tratar este tipo de assuntos, de ânimo leve, provocam indiferença por um lado e revolta por outro.




    Formas de intervenção e propostas que já existem



    A Internet é a ferramenta de trabalho natural desta plataforma como um dispositivo de comunicação e acção.

    A partir daqui, a ideia é experimentar formas de intervenção cidadã na gestão política como foi a redacção da Constituição islandesa ou os gabinetes digitais em Reiquejavique e Porto Alegre ou MiVote da Austrália ou o Partido X. em Espanha.

    No fundo, levar à prática muitas das propostas, como a participação directa dos cidadãos na sua elaboração e a transparência dos processos políticos.

    A política não é exclusiva dos políticos. Nós, vós gostais de política, mas nunca tivestes oportunidade de a exercer.

    Cada dia que passa, somos vítimas da táctica do sistema. Os cidadãos têm que tomar a dianteira.

    Tantos anos de partidarismo e de domínio avassalador não conseguem destruir a sociedade civil: as pessoas buscam a maneira de participar. Temos de lutar por coisas concretas e esquecer os discursos abstractos, lutar por pequenas vitórias como seria esta plataforma concretizar uma candidatura independente em Matosinhos.

    Se formos a votos – não é ainda certo que o façamos nas próximas eleições – será uma grande vitória para todos nós.

    Não há vitória final, somente pequenas vitórias.

    Temos de lutar para viver, como gostamos e não como nos impõem.

    Chega de conversa, precisamos de resultados em todos os nossos desígnios. Mão à obra!




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