Metodologia





  • METODOLOGIA



    Método das reuniões



    Pontualidade. As reuniões vão começar à hora estipulada. As pessoas devem ter o cuidado de chegarem mais cedo para à hora marcada a reunião começar. Não haverá espera e tolerância.

    Todos somos importantes e imprescindíveis.

    Vamos procurar que as reuniões não sejam maçadoras e sem chegarmos a conclusões. É preciso capacidade de síntese e eficácia. As pessoas não podem ter a sensação que é uma perda de tempo e, que não vale a pena as horas despendidas nestas acções.

    Procurar sempre que possível fazer reuniões à tarde para permitir uma maior participação de mulheres. As reuniões à noite é um impeditivo para quem é mulher com as suas ocupações de mãe e outros afazeres.

    As reuniões serão tendencialmente de 1h30m, podendo haver, por vezes, excepções. As reuniões não se podem tornar cansativas e as pessoas não podem ir para uma reunião ouvir-se a si próprias, têm que ser interessantes, dinâmicas e produtivas.

    Sempre que houver uma reunião, há na sala uma banca, em que podem inscrever-se novos aderentes, para receber informações da plataforma por e-mail ou telemóvel. Não tem custos nem obrigações.

    Nesta plataforma as pessoas tratam-se pelo nome, sem títulos académicos: Dr., Eng., Arq., Prof. Dr., etc. É importante nesta plataforma tratar as pessoas pelo seu nome.

    Há tempo estipulado para falar para que o maior número de pessoas possa intervir.

    Cada pessoa pede a palavra, deve dizer o seu nome, se achar oportuno o que faz e onde vive, ajuda ao enquadramento da sua opinião. Tem um 1 minuto com direito a uma pergunta.

    É importante respeitarem este método, para que na reunião, o maior número de pessoas possa participar.


    Método da plataforma



    Nesta plataforma vamos utilizar a escrita pelo antigo Acordo Ortográfico, respeitando quem escreve pelo novo acordo. O lema é escrever como aprendemos nos bancos da Escola.

    O fantástico é descobrirmos o quanto nos unem as diferenças nos gostos e na diferença de interesses.

    Cada um tem a sua opinião e as suas próprias preocupações. A sociedade está configurada por pessoas que sentem, vivem e encaram a realidade de forma muito distinta.

    A plataforma é um projecto que poderá receber sugestões de alterações e emendas criadas pelos próprios aderentes a este projecto de candidatura.

    A finalidade desta plataforma é justamente empoderar o cidadão do conhecimento e das ferramentas de participação e transformação política.

    Como manter a unidade que garanta a ordem nesta plataforma?


    O filósofo alemão Peter Sloterdik diz que ao partilharmos receios e preocupações dos cidadãos, procuramos estar em grupo, quiçá porque sabemos que como indivíduos isolados não podemos encontrar uma solução a muitos desafios.


    Comparar

    A vida está cheia de nuances. Algo que se faça pode ser contado por diferentes pontos de vista. Não devemos pensar que a opinião que mais se parece com a nossa é a melhor.

    Duvidar

    Não dar nada por adquirido. É bom questionar as coisas. Ler sempre o que está nesta plataforma, procurar informar-se e ouvir alguém especialista. Ter cuidado com as noticias alarmantes e falsas.

    Mudar

    Temos o direito nesta caminhada, a mudar de opinião, reconhecer que nos enganamos, ou que perante argumentos nos convenceram a mudar de ideias. É importante sermos capazes de subscrever outras ideias e dar-lhes importância, apesar de não serem nossas.

    Desconectar

    De vez em quando necessitamos de nos desconectar da tecnologia, para sermos introspectivos e pensar.

    Pensemos em conjunto como podemos melhorar a realidade em Matosinhos. Geremos bom rol, participemos em debates construtivos nesta plataforma por Matosinhos.

    A revolução das redes sociais que supõe uma mudança de paradigma na comunicação. Vivemos numa época em que há uma “ditadura do imediato” e que o tempo passa a correr.

    O que nos propomos fazer é para 2021, mas é já amanhã.

    O fascínio é saber se vamos conseguir partindo para esta cruzada tão cedo, mas devidamente planificada.

    “Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam.”
    Platão




    PONTO



    Esta plataforma é uma forma de chegar aos cidadãos. Podemos usar as novas tecnologias, mas se mantivermos as ideias antigas e as pessoas não souberem como comunicar as novas tecnologias não vão ajudar.

    O ponto é que é preciso captar os jovens e as pessoas que têm novas ideias e envolvê-las nesta plataforma. Só assim teremos mais dinamismo. A tecnologia não chega, a mensagem e esta campanha têm que ser feitas com paixão.

    A política tem de reconceptualizar os problemas, é preciso cidadãos activos que ajudem a delinear as políticas e a emergência de abordagens imaginativas e novas.

    Vamos procurar marcar a agenda política em Matosinhos. A maioria das pessoas mostra desagrado contra a classe política e contra a maioria dos partidos políticos, ora essa energia pode ser encaminhada para uma direcção mais positiva.

    A politica actualmente repele, está alheada das necessidades das pessoas.

    Nesta plataforma vamo-nos conhecendo, conhecendo os outros; descobrimo-nos, descobrindo as pessoas.

    As redes socias serão a nossa base de trabalho, mas faz falta, de vez em quando, falar pessoalmente.

    Falar e estar com as pessoas é como uma terapia, uma forma de estar na vida e nós gostamos de o fazer com gente normal.

    Ter ilusão pelas coisas que se fazem. Vamos ter a ilusão, pensando no que vamos fazer e que o façamos com paixão e alegria.

    Somos contra o trollismo e pela utilização de forma aberta da Internet, mas responsável para salvaguardar os direitos de todos os utilizadores desta plataforma.

    Plataforma transparente em que todos têm conhecimento de todos os passos dados. Nada escondido e feito à socapa.

    Esta plataforma tem como finalidade o bem social.

    Vamos partilhar as nossas ideias para um Matosinhos melhor.


    Plataforma sem partido



    Andar a dizer não este tempo todo de democracia, em que muitas vezes votam menos de 50% dos eleitores, em que a legitimidade está ferida.

    É preciso dar o salto, se as pessoas querem mesmo melhorar Matosinhos não devem deixar fugir esta oportunidade.

    O estado de espírito do país está a mudar, assim como Matosinhos. É preciso estimular nos matosinhenses uma visão diferente de Matosinhos.

    Decidimos fazer algo que até agora nunca foi tentado. Criar um movimento de candidatura a Matosinhos com tempo, com ponderação e na altura própria tomar a decisão de ir a eleições autárquicas em 2021.

    Uma “plataforma popular” que tente reflectir, não apenas, as necessidades de uma parte do eleitorado, mas de muitas partes em simultâneo.

    O modo de vida que levou à desestabilização económica está também a gerar outras crises. Está a criar uma epidemia de ansiedade e desespero, manifestada de muitas e variadas maneiras, do consumo de medicamentos, à agressividade familiar e na estrada, à dependência dos ecrãs.

    O objectivo desta plataforma é formular uma visão tão concreta e inspiradora, que pudesse na prática fora do ciclo eleitoral, permitir um movimento social em Matosinhos, que dê corpo a algo que esperamos e reflicta o que as pessoas desejam de facto, subscrevendo a nossa plataforma popular ou manifestando-lhe publicamente o seu apoio de qualquer outra forma.


    Relações pessoais na Plataforma



    Temos que ter a lucidez de reconhecer que não sabemos tudo. Reconhecer a nossa própria ignorância. Temos que ter a noção de não ignorar a nossa ignorância.

    O analfabetismo ilustrado, em que deparamos com a ignorância afogada em conhecimentos que não podem ser digeridos nem elaborados.

    A escuta. Não há tecnologia que se substituía a escutar (ouvir com atenção). É importante o nosso activismo de escutar.

    Ranajit Guha, historiador do Bangladesh, diz de uma forma tão interessante: “escutar significa estar aberto a algo e existencialmente predisposto a inclinar-se ligeiramente a um lado para escutar”.

    É muito importante nesta plataforma respeitar os outros mesmo quando não estamos de acordo.

    Ninguém deve pensar que “a minha opinião ou problema são maiores do que os teus”. As opiniões e os problemas não têm hierarquia, partimos da premissa de que vivemos um tempo de crises múltiplas e que se intersectam, e como todos eles são urgentes, não podemos dar-nos ao luxo de os resolver de forma sequencial.

    Uma conflitualidade respeitosa é saudável e um passo necessário para se chegar a uma conclusão e avançar.

    Quando há discussão, isso significa que a coisa está a funcionar!

    Democracia não é pensamento único, é saber conviver na diferença.

    Saber relacionar-se com a comunidade científica de uma forma aberta, mas também com as pessoas mais simples e com pouca instrução.

    A plataforma para funcionar tem que actuar com o que tem, não com que o gostava de ter ou imagina ter.

    Quem propuser algo tem que o fazer. Não chega opinar tem que se fazer.

    É importante os detalhes para evitar demagogia.

    Não nos devemos desviar do nosso objectivo: pôr em marcha uma candidatura à CM Matosinhos em 2021. Não é situação sine qua non estarmos de acordo, nem termos a mesma ideologia.

    Vamos trabalhar em rede.

    A participação implica responsabilidade, opinar sem actuar não modifica a realidade. Complementar opiniões com exemplos.

    Os portugueses estão muito habituados a reclamar, a criticar, mas não passam disso. É necessário uma acção concreta que nos leve aos nossos desígnios.

    Os cidadãos não têm a noção do seu potencial com a sua experiência de vida que a podem transportar para o bem público.

    Temos tudo para lá chegar, isso depende de nós.

    As pessoas estão nesta plataforma por simpatia, afinidade e acção.

    Vamos procurar reduzir as nossas diferenças e aumentar os nossos consensos.

    Tendencialmente as nossas decisões serão ponderadas e votadas com “sim” ou “não” e “gosto” ou “não gosto”.

    Estarmos informados é uma forma de actuar e decidir pela nossa cabeça.

    O comboio vai dar inicio à sua marcha quem quiser vir connosco faça o favor de entrar na carruagem.


    Liderar com valores, e não, somente com políticas



    Fazer esta plataforma foi uma das coisas mais difíceis da nossa vida. É algo novo e que nunca se pôs em prática no nosso país.

    Estamos expectantes mas confiantes.

    Perante a novidade e o desconhecido, as pessoas ficam com um pé-atrás diante do desconhecido. Há sempre alguma reserva ou desconfiança.

    A partir daqui vamos elaborar alguns tópicos que vão emergir naturalmente das nossas reuniões e procurar fazer uma síntese entendível para toda a gente.

    Vamos procurar liderar com valores como: merecimento, talento, reputação, coragem e valentia.

    Os princípios morais como a honestidade, a bondade, o respeito, a virtude, etc.. São valores que regem a nossa conduta e as relações saudáveis e harmoniosas.

    Os princípios éticos abrangem uma vasta área, podendo ser aplicada à vertente profissional. Existem códigos de ética profissional que indicam como um indivíduo deve se comportar no âmbito da sua profissão. A ética e a cidadania são dois dos conceitos que constituem a base de uma sociedade próspera.

    A ética no serviço público está directamente relacionada com a conduta dos funcionários que ocupam cargos públicos. Tais indivíduos devem agir conforme um padrão ético, exibindo valores morais como a boa-fé e outros princípios necessários para uma vida saudável no seio da sociedade.

    Quando uma pessoa é eleita para um cargo público, a sociedade deposita nela confiança, e espera que ela cumpra um padrão ético. Assim, essa pessoa deve estar ao nível dessa confiança e exercer a sua função seguindo determinados valores, princípios, ideais e regras. De igual modo, o servidor público deve assumir o compromisso de desenvolver a cidadania e de robustecer a democracia.

    Assim, é necessário enfatizar a importância de bons exemplos na sociedade, pois a transmissão de importantes valores humanos consiste na base de um futuro mais pacífico e sustentável.


    Capacidade crítica



    Passa na nossa sociedade a mensagem de que são dignos de ser transmitidos os saberes e conhecimentos que permitam ajudar-nos para determinados fins.

    Segundo de World Economic Forum as três habilidades chaves para encontrar trabalho em 2020 serão a capacidade de resolver problemas complexos, o pensamento critico e a criatividade.

    Os filósofos com a sua capacidade critica para colocar tudo em questão.

    Humpty Dumpty , personagem de quadradinhos, disse que “ o problema de saber é saber quem manda, bem poderíamos sustentar que num esquema com pretensões de inovador, o que seja um problema e por extensão aquele que se aplica a critica, decide quem manda”.

    Quem manda decide o que devemos ignorar, mas também o que não é merecedor da nossa curiosidade.

    Decide por exclusão e não só o que devemos ignorar, mas também, o que nem sequer resulta merecedor da nossa curiosidade.

    Devemos preocuparmo-nos com o perfil da nossa própria ignorância?

    Esta é a questão que está actualmente em jogo. A magnitude do conhecimento disponível, que sabemos que não deixa de crescer vertiginosamente, e à qual, parecemos condenados a não alcançar, mas a precisa mudança da natureza do que ignoramos, assim como, a específica gestão que hoje tendemos a fazer disso.

    Como diz, Manuel Cruz, filósofo espanhol, “o não saber ocupa lugar, e é uma das questões-chave que enfrentamos: o valor que damos ao que sabemos ou deveríamos saber”.





    INOVAÇÃO



    Vamos ajudar a ter ideias e a dar soluções.

    Importante estar em constante estado de agitação mental.

    Os optimistas são os que querem mudar as coisas.

    Não existe o fracasso, existe a aprendizagem.

    Vamos tentar ser recompensados por fazer algo diferente.

    O dinheiro pode ser um incentivo inicial, mas a reputação é mais forte. Construir esse reconhecimento entre os cidadãos é mais poderoso, para seguirmos em frente com a liberdade de explorar.

    O normal é um cidadão estar disponível para ser candidato e todos o seguem.

    Neste caso vamos fazer ao contrário. Vamos escutar (ouvir com atenção) os cidadãos e construir uma base de candidatura viável.

    Richard Hyman, professor universitário em Londres e Rebecca Gumbrell-McCormick, professora e investigadora na Universidade de Londres dizem que a revolução tecnológica pode ser uma ameaça mas também pode ser uma oportunidade.

    Pode ser que esta plataforma seja uma oportunidade para nós e uma ameaça para o poder instituído na CM Matosinhos.




    PRINCÍPIOS e INTENÇÕES



    A nossa cumplicidade passiva, educados para o laissez fair laissez passer e “encolher os ombros” cativos de uma participação mórbida, estereotipada, atulhada em falsas promessas.

    Vivemos numa democracia de opereta, de pequenos príncipes.

    As nossas ignominias passivas, das nossas inconsequências que levaram a este estado de coisas.

    É necessário uma revolução pacífica de ideias: agir com ponderação e inteligência.

    Todas as soluções e todas as armas são boas para recuperar valores humanos, libertos das direcções dos partidos, dos seus estratagemas nunca renovados, das suas hipocrisias obscuras.

    O nosso poder de decisão:

    É necessário recuperar a iniciativa.

    A inteligência de uma sobriedade responsável e a previsão lúcida e pragmática do que será o amanhã em Matosinhos.

    Não é com uma espingarda que se ganha uma guerra, mas com um exército. Ter as premissas e os alicerces de uma candidatura independente, honesta, responsável, baseada no respeito pelos cidadãos e pelo seu futuro.

    Recusa em seguir os partidos tradicionais.

    Pôr em marcha uma candidatura independente é uma batalha hercúlea, mas é o preço da nossa liberdade de acção e pensamento.

    Não devemos pactuar com alguns sucateiros do sistema político que nos condenam a todos a colaborar por acção ou inacção.

    Somos contra o espectáculo da política e os seus avatares.

    Temos que ser inteligentes e sóbrios, é o mais difícil de manejar. Esta plataforma tem que ser polida, pensada e transmitida.

    A vida constrói-se com o que se vê, com o que se aprende, aliando conhecimentos e experiência e não necessariamente com o que se possui ou se ambiciona para igualar os outros ou superá-los.

    A nossa frustração de querer a mudança e não a conseguir carece de uma gestão equilibrada do que é preciso fazer, do que pretendemos e das nossas pulsões e reflexões.

    Algo como esta plataforma não é feito em short time.

    Ser uma alternativa ao poder instituído é algo que demora e exige muita perseverança.


    Antevisão



    Começar a ter um olhar lúcido sobre Matosinhos, a tirar conclusões lógicas e irrefutáveis. A ecologia tem que se tornar uma preocupação capital. Matosinhos tem que ter um desenvolvimento sustentável.

    Muitos de nós temos que nos tornar Homo Politicus.

    Esta plataforma é contra a nossa idiota ingenuidade, dos engodos disfarçados de iscos e de máscaras.

    Matosinhos tem que ser uma cidade democrática e inteligente, de inovação democrática e construir um modelo de cidadania.

    Matosinhos tem que utilizar - Smart Citizens – uma cidade concebida para o cidadão como cliente consumidor.

    A democracia não se pode reduzir à sua dimensão representativa. É preciso outros pilares: deliberação e participação na tomada de decisões.

    Temos que nos libertar de uma sociedade burocrática.

    A maior parte das decisões estão tomadas em petit comité.

    Propomos activar a imaginação política para uma nova concepção e criação das pessoas: pensar e deliberar sobre o significado que outorgamos aos bens que são de todos.

    Transparência dos procedimentos assumidos.

    Um político tem que ser um funcionário público ao serviço do bem público.

    O nosso tempo não se compadece com grandes paixões partidárias.

    A democracia está transformada num sistema formal e subsidiário gravemente deteriorado pela acção de um poder não eleito (económico e não só) e que é o que realmente toma as decisões de fundo.

    Actualmente muitos dirigentes partidários não têm capacidade de liderança, estão sem ideias, algumas com mofo e com limitações de vária ordem.

    Há uma necessidade de decência pública e uma cultura dos limites.

    Nunca nos devemos contentar com o que nos dizem. Devemos averiguar se é verdade, saber se é a única verdade e compará-la com a verdade dos outros.

    Infelizmente a política e o partidarismo confundem-se.

    Há um grupo de vencidos da política que teima em não se ir embora.

    Há imensos ex na política, que parecem jarrões chineses, objectos tão frágeis e preciosos que não se sabe o que fazer com eles.

    Muitos saíram do poder de uma forma menos boa. Uns, o partido não os quis, outros, por escândalos, outros, por perderem eleições, etc.

    A muitos falta humildade e grandeza, envaidecidos por décadas de protagonismo, são incapazes de retirar-se com discrição e para segundo plano.

    Não se deveria ir para a política e exercer cargos só porque se milita num partido e se tem amigos, também não se deveria poder ficar na política eternamente.

    A política deve impor galhardamente princípios éticos, ódio ao luxo, espectáculos desonestos, excesso de rigidez, teimosia e idealismo importuno.


    Propomos uma democracia distinta



    Não aceitando a ideia de que um executivo seja eleito por 4 anos e durante esses 4 anos não se possa mandá-lo embora. Parece que tomaram uma posição de funcionários.

    Em 2011 tivemos um governo eleito que representa 36,55% – 2.077.695 votos, num universo de 9.514.322 inscritos. Pouco mais de 20% representa a vontade dos portugueses. O governo de hoje não anda longe disto.

    É preciso um programa para o emprego de jovens. É preciso haver impostos sobre os bancos e os mais ricos para fomentar emprego jovem.

    As nossas expectativas não podem depender dos outros, não podemos afundar-nos em queixas e desculpas.

    O que mais nos irrita na política são as coisas piores. Um sistema político que foi incapaz de ter uma gestão racional e livrar-se de um legado de corrupção e de nepotismo que vem de longe.

    Um sistema político que não percebeu e não se precaveu, no que implicava a integração na Europa, que foi vista como um maná benévolo e de dinheiro fácil. No auge económico, ignorou fazer ajustes e reformas estruturais.

    As redes clientelares, com a sua influência e a aceitação social de comportamentos ilegais e arbitrários, fizeram o resto. Chegamos a este ponto em que somos um náufrago numa ilha, em que ainda não sabemos muito bem como fomos ali parar e em que à nossa volta vemos ou vimos boiar: défices; políticos sem liderança; corruptos; euro; resgate; troika, etc.

    A lógica que sempre presidiu a tudo que se fez até hoje é: a ideia de que o interesse geral não conta na capacidade de decisão a qualquer nível, quer seja financeiro, político e público ou de gestão cultural e universitária.

    Em democracia, governar é mandar, mas também ceder.

    É preciso política de realidades: verdade, sensibilidade social.

    Muita gente iniciou-se nas lides num partido político e nunca fez outra coisa, sendo profissionais da política e não políticos.

    Os políticos deveriam nomear menos e regular mais.

    Se houvesse uma lei de partidos que estabelecesse regras de financiamento transparente e controlado, haveria menos corrupção e menos descrédito da política e dos políticos.

    Quem mais precisa não tem acesso ao bem comum, ao serviço público.

    Uma das maiores razões é que há profissionais da política e faltam políticos profissionais.

    A classe política tem de ser melhorada assim como o nível de militância.

    Preocupam-nos as atitudes despóticas, o retrocesso democrático e as cooperações.

    Fomos na maioria das vezes governados por marketing, sem visão de Estado.

    Parece que a vida nos últimos anos daria um título de um belo filme negro: “Sonho rico e acordo na miséria”.

    Um político deve ser um servidor do Estado.

    Um bom político distingue-se pela clareza das suas ideias, sentido da realidade, capacidade de fazer acordos e facilidade de comunicar.

    Na política portuguesa há muita gente que divide.

    Precisamos de gente que faça política entre todos, não uns contra os outros ou por cima de uns e de outros.

    Neste momento de crise e grandes dificuldades, gasta-se muita energia em divisões e questões secundárias. Portugal precisa de união e um pacto de tréguas.

    A classe política é um problema que preocupa os portugueses.

    Os cidadãos, ao longo dos últimos tempos, têm enviado inúmeros sinais, deixando claro que querem a regeneração da nossa democracia.

    A cultura política tem de passar por valores, respeito, diálogo, capacidade de compreensão mútua e de compromisso.

    O sistema político tem de ser menos autista, menos fechado sobre si mesmo e mais aberto ao mundo que o rodeia.

    Um sistema político constitucional mais transparente e flexível que possibilite maior participação dos cidadãos e se adeque à realidade social actual:

    – Listas abertas de modo a que os votantes possam reordenar os candidatos e rejeitar alguns propostos pelos partidos políticos.

    – Impedir a perpetuação no poder de dirigentes partidários na máquina partidária. Os cargos de direcção do partido não podem ser desempenhados para além de um número de anos (por exemplo 6 anos). Há partidos que já o fazem.

    – Reformar a lei eleitoral de modo que a distribuição de lugares elegíveis seja o mais proporcional possível do total de votos expressos por cada formação partidária.

    – Uma selecção dos candidatos dos partidos políticos que seja feita mediante eleições primárias abertas em que podem participar militantes e simpatizantes.

    Todas estas propostas e outras que surjam de modo que os cidadãos tenham a sensação de que o que dizem e pensam merece a atenção de quem os representa.

    Propostas plausíveis, de modo algum utópicas e de possível concretização, mas que até agora têm caído em saco roto.


    Será possível, um dia, termos um Matosinhos diferente para melhor?



    Matosinhos, até recentemente, era a 8.ªcidade do país, perdemos uma posição para Amadora. Agora somos a 9.ªcidade de Portugal. - ver aqui -

    Matosinhos não é uma cidade qualquer! É uma cidade onde fica situado parte do 2.º maior aeroporto de Portugal – Aeroporto Francisco Sá Carneiro - e o 2.º maior porto artificial de Portugal – Porto de Leixões -. - ver aqui -

    Nós achamos que sim.


    Será possível vivermos numa sociedade menos puritana, menos hipócrita?



    Infelizmente os partidos cada vez menos representam as pessoas.

    É importante fazer-se auto-crítica e reconhecer os erros.

    Quando as coisas não vão bem, e os cidadãos viram as costas aos políticos e insultam-nos, o melhor é mudar de política com ideias e pessoas.

    Deve-se sempre pôr os interesses dos cidadãos por cima de qualquer governo ou troika ou câmara.

    Os políticos devem deixar de falar deles mesmos e para os seus seguidores. Devem falar para os cidadãos e sobre o que os preocupa.




    ACÇÃO



    O que eu posso fazer para mudar o sistema político de que tanto nos queixamos?


    Mais gestos e menos palavras. Não é fácil ser cidadão no mundo de hoje, ainda mais em Portugal. Protestar e elencar as culpas, só por si, não faz a mudança e assegura o futuro.

    Motivos para estarmos furiosos: aumento dos impostos; subida da inflação; diminuição dos salários; mais horas de trabalho; aumento da idade de reforma; mais desemprego.

    Outros motivos para estarmos furiosos: um sem-fim de fraudes; escândalos; obtenção de riqueza de forma ilícita por parte de políticos corruptos, empresários e banqueiros sem escrúpulos.

    Perante este panorama e a crise instalada, o medo, a confusão apoderaram-se dos cidadãos tornando-se contagiante e paralisante.

    Reacções perante este estado de coisas: primeiro, sente-se indignação, depois frustração e por fim indiferença.

    Temos que fazer parte de um movimento de cidadãos responsáveis.

    Nós, vós fazeis parte de uma minoria de cidadãos, cada vez mais numerosa que adoptou uma visão activa procurando fazer uma revolução pacífica e às vezes silenciosa.

    Temos de mudar a nossa mentalidade, as nossas atitudes e as nossas decisões.

    É um caminho difícil, com muitos obstáculos mas depende de nós próprios, do nosso esforço, do nosso compromisso.


    Poupança e exemplo



    O uso excessivo de carros oficiais demonstra uma concepção ultrapassada da política.

    O direito a desfrutar de veículo e motorista por conta do Estado é um velho costume demasiado utilizado.

    É obsceno nos tempos que correm a opulência de tantos carros pretos de alta cilindrada usada pelos políticos.

    Seria importante a utilização de carros mais ágeis, mais eficientes e sem aparato.

    A poupança é uma gota no oceano, mas o que conta é a mudança de mentalidade em que cada euro gasto no erário público o é com sentido de responsabilidade, com eficácia e como exemplo.

    Temos vergonha de viver neste país faz de conta, em que se faz tudo e mais alguma coisa. Os portugueses são roubados todos os dias e respondem com encolher dos ombros.

    País de corruptos, safados, vigaristas, hipócritas, tratantes, trapaceiros, velhacos e ladrões. Detestamos viver neste país que não se faz justiça perante esta gentalha. Cada dia que passa novas tramas se conhecem, mais parecendo um filme com enredo de intriga, maquinação e conspiração.

    Nada nos move que uma pessoa tenha bens e seja rica, desde, que se saiba de onde vem o dinheiro e que paga os seus impostos.

    Na política somos contra o palavreado vão. A melhor forma de fazer política é pelo exemplo e que não haja excepções.

    Na vida política, num verdadeiro Estado de Direito não pode e não deve haver excepções - a transparência é para todos.

    A vida política em Portugal parece uma telenovela negra. A questão da obrigatoriedade de entregar a declaração de rendimentos e património no Tribunal Constitucional (TC) é para todos os gestores públicos? Ou é para todos no papel e há quem não a entregue e nada lhes acontece?

    A vida política portuguesa, com a falta de exemplo e excepção, o modo de tratar este tipo de assuntos, de ânimo leve, provocam indiferença por um lado e revolta por outro.


    Formas de intervenção e propostas que já existem



    A Internet é a ferramenta de trabalho natural desta plataforma como um dispositivo de comunicação e acção.

    A partir daqui, a ideia é experimentar formas de intervenção cidadã na gestão política como foi a redacção da Constituição islandesa ou os gabinetes digitais em Reiquejavique e Porto Alegre ou MiVote da Austrália ou o Partido X. em Espanha.

    No fundo, levar à prática muitas das propostas, como a participação directa dos cidadãos na sua elaboração e a transparência dos processos políticos.

    A política não é exclusiva dos políticos. Nós, vós gostais de política, mas nunca tivestes oportunidade de a exercer.

    Cada dia que passa, somos vítimas da táctica do sistema. Os cidadãos têm que tomar a dianteira.

    Tantos anos de partidarismo e de domínio avassalador não conseguem destruir a sociedade civil: as pessoas buscam a maneira de participar. Temos de lutar por coisas concretas e esquecer os discursos abstractos, lutar por pequenas vitórias como seria esta plataforma concretizar uma candidatura independente em Matosinhos.

    Se formos a votos – não é ainda certo que o façamos nas próximas eleições – será uma grande vitória para todos nós.

    Não há vitória final, somente pequenas vitórias.

    Temos de lutar para viver, como gostamos e não como nos impõem.

    Chega de conversa, precisamos de resultados em todos os nossos desígnios. Mão à obra!




    Todos os textos desta plataforma não estão fechados, estão abertos a novas ideias e sugestões.
    Os conteúdos apresentados foram elaborados em Junho de 2018.





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