PONTO





  • PONTO



    Esta plataforma é uma forma de chegar aos cidadãos. Podemos usar as novas tecnologias, mas se mantivermos as ideias antigas e as pessoas não souberem como comunicar as novas tecnologias não vão ajudar.

    O ponto é que é preciso captar os jovens e as pessoas que têm novas ideias e envolvê-las nesta plataforma. Só assim teremos mais dinamismo. A tecnologia não chega, a mensagem e esta campanha têm que ser feitas com paixão.

    A política tem de reconceptualizar os problemas, é preciso cidadãos activos que ajudem a delinear as políticas e a emergência de abordagens imaginativas e novas.

    Vamos procurar marcar a agenda política em Matosinhos. A maioria das pessoas mostra desagrado contra a classe política e contra a maioria dos partidos políticos, ora essa energia pode ser encaminhada para uma direcção mais positiva.

    A politica actualmente repele, está alheada das necessidades das pessoas.

    Nesta plataforma vamo-nos conhecendo, conhecendo os outros; descobrimo-nos, descobrindo as pessoas.

    As redes socias serão a nossa base de trabalho, mas faz falta, de vez em quando, falar pessoalmente.

    Falar e estar com as pessoas é como uma terapia, uma forma de estar na vida e nós gostamos de o fazer com gente normal.

    Ter ilusão pelas coisas que se fazem. Vamos ter a ilusão, pensando no que vamos fazer e que o façamos com paixão e alegria.

    Somos contra o trollismo e pela utilização de forma aberta da Internet, mas responsável para salvaguardar os direitos de todos os utilizadores desta plataforma.

    Plataforma transparente em que todos têm conhecimento de todos os passos dados. Nada escondido e feito à socapa.

    Esta plataforma tem como finalidade o bem social.

    Vamos partilhar as nossas ideias para um Matosinhos melhor.




    Plataforma sem partido



    Andar a dizer não este tempo todo de democracia, em que muitas vezes votam menos de 50% dos eleitores, em que a legitimidade está ferida.

    É preciso dar o salto, se as pessoas querem mesmo melhorar Matosinhos não devem deixar fugir esta oportunidade.

    O estado de espírito do país está a mudar, assim como Matosinhos. É preciso estimular nos matosinhenses uma visão diferente de Matosinhos.

    Decidimos fazer algo que até agora nunca foi tentado. Criar um movimento de candidatura a Matosinhos com tempo, com ponderação e na altura própria tomar a decisão de ir a eleições autárquicas em 2021.

    Uma “plataforma popular” que tente reflectir, não apenas, as necessidades de uma parte do eleitorado, mas de muitas partes em simultâneo.

    O modo de vida que levou à desestabilização económica está também a gerar outras crises. Está a criar uma epidemia de ansiedade e desespero, manifestada de muitas e variadas maneiras, do consumo de medicamentos, à agressividade familiar e na estrada, à dependência dos ecrãs.

    O objectivo desta plataforma é formular uma visão tão concreta e inspiradora, que pudesse na prática fora do ciclo eleitoral, permitir um movimento social em Matosinhos, que dê corpo a algo que esperamos e reflicta o que as pessoas desejam de facto, subscrevendo a nossa plataforma popular ou manifestando-lhe publicamente o seu apoio de qualquer outra forma.




    Relações pessoais na Plataforma



    Temos que ter a lucidez de reconhecer que não sabemos tudo. Reconhecer a nossa própria ignorância. Temos que ter a noção de não ignorar a nossa ignorância.

    O analfabetismo ilustrado, em que deparamos com a ignorância afogada em conhecimentos que não podem ser digeridos nem elaborados.

    A escuta. Não há tecnologia que se substituía a escutar (ouvir com atenção). É importante o nosso activismo de escutar.

    Ranajit Guha, historiador do Bangladesh, diz de uma forma tão interessante: “escutar significa estar aberto a algo e existencialmente predisposto a inclinar-se ligeiramente a um lado para escutar”.

    É muito importante nesta plataforma respeitar os outros mesmo quando não estamos de acordo.

    Ninguém deve pensar que “a minha opinião ou problema são maiores do que os teus”. As opiniões e os problemas não têm hierarquia, partimos da premissa de que vivemos um tempo de crises múltiplas e que se intersectam, e como todos eles são urgentes, não podemos dar-nos ao luxo de os resolver de forma sequencial.

    Uma conflitualidade respeitosa é saudável e um passo necessário para se chegar a uma conclusão e avançar.

    Quando há discussão, isso significa que a coisa está a funcionar!

    Democracia não é pensamento único, é saber conviver na diferença.

    Saber relacionar-se com a comunidade científica de uma forma aberta, mas também com as pessoas mais simples e com pouca instrução.

    A plataforma para funcionar tem que actuar com o que tem, não com que o gostava de ter ou imagina ter.

    Quem propuser algo tem que o fazer. Não chega opinar tem que se fazer.

    É importante os detalhes para evitar demagogia.

    Não nos devemos desviar do nosso objectivo: pôr em marcha uma candidatura à CM Matosinhos em 2021. Não é situação sine qua non estarmos de acordo, nem termos a mesma ideologia.

    Vamos trabalhar em rede.

    A participação implica responsabilidade, opinar sem actuar não modifica a realidade. Complementar opiniões com exemplos.

    Os portugueses estão muito habituados a reclamar, a criticar, mas não passam disso. É necessário uma acção concreta que nos leve aos nossos desígnios.

    Os cidadãos não têm a noção do seu potencial com a sua experiência de vida que a podem transportar para o bem público.

    Temos tudo para lá chegar, isso depende de nós.

    As pessoas estão nesta plataforma por simpatia, afinidade e acção.

    Vamos procurar reduzir as nossas diferenças e aumentar os nossos consensos.

    Tendencialmente as nossas decisões serão ponderadas e votadas com “sim” ou “não” e “gosto” ou “não gosto”.

    Estarmos informados é uma forma de actuar e decidir pela nossa cabeça.

    O comboio vai dar inicio à sua marcha quem quiser vir connosco faça o favor de entrar na carruagem.




    Liderar com valores, e não, somente com políticas



    Fazer esta plataforma foi uma das coisas mais difíceis da nossa vida. É algo novo e que nunca se pôs em prática no nosso país.

    Estamos expectantes mas confiantes.

    Perante a novidade e o desconhecido, as pessoas ficam com um pé-atrás diante do desconhecido. Há sempre alguma reserva ou desconfiança.

    A partir daqui vamos elaborar alguns tópicos que vão emergir naturalmente das nossas reuniões e procurar fazer uma síntese entendível para toda a gente.

    Vamos procurar liderar com valores como: merecimento, talento, reputação, coragem e valentia.

    Os princípios morais como a honestidade, a bondade, o respeito, a virtude, etc.. São valores que regem a nossa conduta e as relações saudáveis e harmoniosas.

    Os princípios éticos abrangem uma vasta área, podendo ser aplicada à vertente profissional. Existem códigos de ética profissional que indicam como um indivíduo deve se comportar no âmbito da sua profissão. A ética e a cidadania são dois dos conceitos que constituem a base de uma sociedade próspera.

    A ética no serviço público está directamente relacionada com a conduta dos funcionários que ocupam cargos públicos. Tais indivíduos devem agir conforme um padrão ético, exibindo valores morais como a boa-fé e outros princípios necessários para uma vida saudável no seio da sociedade.

    Quando uma pessoa é eleita para um cargo público, a sociedade deposita nela confiança, e espera que ela cumpra um padrão ético. Assim, essa pessoa deve estar ao nível dessa confiança e exercer a sua função seguindo determinados valores, princípios, ideais e regras. De igual modo, o servidor público deve assumir o compromisso de desenvolver a cidadania e de robustecer a democracia.

    Assim, é necessário enfatizar a importância de bons exemplos na sociedade, pois a transmissão de importantes valores humanos consiste na base de um futuro mais pacífico e sustentável.




    Capacidade crítica



    Passa na nossa sociedade a mensagem de que são dignos de ser transmitidos os saberes e conhecimentos que permitam ajudar-nos para determinados fins.

    Segundo de World Economic Forum as três habilidades chaves para encontrar trabalho em 2020 serão a capacidade de resolver problemas complexos, o pensamento critico e a criatividade.

    Os filósofos com a sua capacidade critica para colocar tudo em questão.

    Humpty Dumpty , personagem de quadradinhos, disse que “ o problema de saber é saber quem manda, bem poderíamos sustentar que num esquema com pretensões de inovador, o que seja um problema e por extensão aquele que se aplica a critica, decide quem manda”.

    Quem manda decide o que devemos ignorar, mas também o que não é merecedor da nossa curiosidade.

    Decide por exclusão e não só o que devemos ignorar, mas também, o que nem sequer resulta merecedor da nossa curiosidade.

    Devemos preocuparmo-nos com o perfil da nossa própria ignorância?

    Esta é a questão que está actualmente em jogo. A magnitude do conhecimento disponível, que sabemos que não deixa de crescer vertiginosamente, e à qual, parecemos condenados a não alcançar, mas a precisa mudança da natureza do que ignoramos, assim como, a específica gestão que hoje tendemos a fazer disso.

    Como diz, Manuel Cruz, filósofo espanhol, “o não saber ocupa lugar, e é uma das questões-chave que enfrentamos: o valor que damos ao que sabemos ou deveríamos saber”.





    Todos os textos desta plataforma não estão fechados, estão abertos a novas ideias e sugestões.
    Os conteúdos apresentados foram elaborados em Junho de 2018.






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