PRINCÍPIOS e INTENÇÕES





  • Princípios e Intenções



    A nossa cumplicidade passiva, educados para o laissez fair laissez passer e “encolher os ombros” cativos de uma participação mórbida, estereotipada, atulhada em falsas promessas.

    Vivemos numa democracia de opereta, de pequenos príncipes.

    As nossas ignominias passivas, das nossas inconsequências que levaram a este estado de coisas.

    É necessário uma revolução pacífica de ideias: agir com ponderação e inteligência.

    Todas as soluções e todas as armas são boas para recuperar valores humanos, libertos das direcções dos partidos, dos seus estratagemas nunca renovados, das suas hipocrisias obscuras.

    O nosso poder de decisão:

    É necessário recuperar a iniciativa.

    A inteligência de uma sobriedade responsável e a previsão lúcida e pragmática do que será o amanhã em Matosinhos.

    Não é com uma espingarda que se ganha uma guerra, mas com um exército. Ter as premissas e os alicerces de uma candidatura independente, honesta, responsável, baseada no respeito pelos cidadãos e pelo seu futuro.

    Recusa em seguir os partidos tradicionais.

    Pôr em marcha uma candidatura independente é uma batalha hercúlea, mas é o preço da nossa liberdade de acção e pensamento.

    Não devemos pactuar com alguns sucateiros do sistema político que nos condenam a todos a colaborar por acção ou inacção.

    Somos contra o espectáculo da política e os seus avatares.

    Temos que ser inteligentes e sóbrios, é o mais difícil de manejar. Esta plataforma tem que ser polida, pensada e transmitida.

    A vida constrói-se com o que se vê, com o que se aprende, aliando conhecimentos e experiência e não necessariamente com o que se possui ou se ambiciona para igualar os outros ou superá-los.

    A nossa frustração de querer a mudança e não a conseguir carece de uma gestão equilibrada do que é preciso fazer, do que pretendemos e das nossas pulsões e reflexões.

    Algo como esta plataforma não é feito em short time.

    Ser uma alternativa ao poder instituído é algo que demora e exige muita perseverança.




    Antevisão



    Começar a ter um olhar lúcido sobre Matosinhos, a tirar conclusões lógicas e irrefutáveis. A ecologia tem que se tornar uma preocupação capital. Matosinhos tem que ter um desenvolvimento sustentável.

    Muitos de nós temos que nos tornar Homo Politicus.

    Esta plataforma é contra a nossa idiota ingenuidade, dos engodos disfarçados de iscos e de máscaras.

    Matosinhos tem que ser uma cidade democrática e inteligente, de inovação democrática e construir um modelo de cidadania.

    Matosinhos tem que utilizar - Smart Citizens – uma cidade concebida para o cidadão como cliente consumidor.

    A democracia não se pode reduzir à sua dimensão representativa. É preciso outros pilares: deliberação e participação na tomada de decisões.

    Temos que nos libertar de uma sociedade burocrática.

    A maior parte das decisões estão tomadas em petit comité.

    Propomos activar a imaginação política para uma nova concepção e criação das pessoas: pensar e deliberar sobre o significado que outorgamos aos bens que são de todos.

    Transparência dos procedimentos assumidos.

    Um político tem que ser um funcionário público ao serviço do bem público.

    O nosso tempo não se compadece com grandes paixões partidárias.

    A democracia está transformada num sistema formal e subsidiário gravemente deteriorado pela acção de um poder não eleito (económico e não só) e que é o que realmente toma as decisões de fundo.

    Actualmente muitos dirigentes partidários não têm capacidade de liderança, estão sem ideias, algumas com mofo e com limitações de vária ordem.

    Há uma necessidade de decência pública e uma cultura dos limites.

    Nunca nos devemos contentar com o que nos dizem. Devemos averiguar se é verdade, saber se é a única verdade e compará-la com a verdade dos outros.

    Infelizmente a política e o partidarismo confundem-se.

    Há um grupo de vencidos da política que teima em não se ir embora.

    Há imensos ex na política, que parecem jarrões chineses, objectos tão frágeis e preciosos que não se sabe o que fazer com eles.

    Muitos saíram do poder de uma forma menos boa. Uns, o partido não os quis, outros, por escândalos, outros, por perderem eleições, etc.

    A muitos falta humildade e grandeza, envaidecidos por décadas de protagonismo, são incapazes de retirar-se com discrição e para segundo plano.

    Não se deveria ir para a política e exercer cargos só porque se milita num partido e se tem amigos, também não se deveria poder ficar na política eternamente.

    A política deve impor galhardamente princípios éticos, ódio ao luxo, espectáculos desonestos, excesso de rigidez, teimosia e idealismo importuno.




    Propomos uma democracia distinta



    Não aceitando a ideia de que um executivo seja eleito por 4 anos e durante esses 4 anos não se possa mandá-lo embora. Parece que tomaram uma posição de funcionários.

    Em 2011 tivemos um governo eleito que representa 36,55% – 2.077.695 votos, num universo de 9.514.322 inscritos. Pouco mais de 20% representa a vontade dos portugueses. O governo de hoje não anda longe disto.

    É preciso um programa para o emprego de jovens. É preciso haver impostos sobre os bancos e os mais ricos para fomentar emprego jovem.

    As nossas expectativas não podem depender dos outros, não podemos afundar-nos em queixas e desculpas.

    O que mais nos irrita na política são as coisas piores. Um sistema político que foi incapaz de ter uma gestão racional e livrar-se de um legado de corrupção e de nepotismo que vem de longe.

    Um sistema político que não percebeu e não se precaveu, no que implicava a integração na Europa, que foi vista como um maná benévolo e de dinheiro fácil. No auge económico, ignorou fazer ajustes e reformas estruturais.

    As redes clientelares, com a sua influência e a aceitação social de comportamentos ilegais e arbitrários, fizeram o resto. Chegamos a este ponto em que somos um náufrago numa ilha, em que ainda não sabemos muito bem como fomos ali parar e em que à nossa volta vemos ou vimos boiar: défices; políticos sem liderança; corruptos; euro; resgate; troika, etc.

    A lógica que sempre presidiu a tudo que se fez até hoje é: a ideia de que o interesse geral não conta na capacidade de decisão a qualquer nível, quer seja financeiro, político e público ou de gestão cultural e universitária.

    Em democracia, governar é mandar, mas também ceder.

    É preciso política de realidades: verdade, sensibilidade social.

    Muita gente iniciou-se nas lides num partido político e nunca fez outra coisa, sendo profissionais da política e não políticos.

    Os políticos deveriam nomear menos e regular mais.

    Se houvesse uma lei de partidos que estabelecesse regras de financiamento transparente e controlado, haveria menos corrupção e menos descrédito da política e dos políticos.

    Quem mais precisa não tem acesso ao bem comum, ao serviço público.

    Uma das maiores razões é que há profissionais da política e faltam políticos profissionais.

    A classe política tem de ser melhorada assim como o nível de militância.

    Preocupam-nos as atitudes despóticas, o retrocesso democrático e as cooperações.

    Fomos na maioria das vezes governados por marketing, sem visão de Estado.

    Parece que a vida nos últimos anos daria um título de um belo filme negro: “Sonho rico e acordo na miséria”.

    Um político deve ser um servidor do Estado.

    Um bom político distingue-se pela clareza das suas ideias, sentido da realidade, capacidade de fazer acordos e facilidade de comunicar.

    Na política portuguesa há muita gente que divide.

    Precisamos de gente que faça política entre todos, não uns contra os outros ou por cima de uns e de outros.

    Neste momento de crise e grandes dificuldades, gasta-se muita energia em divisões e questões secundárias. Portugal precisa de união e um pacto de tréguas.

    A classe política é um problema que preocupa os portugueses.

    Os cidadãos, ao longo dos últimos tempos, têm enviado inúmeros sinais, deixando claro que querem a regeneração da nossa democracia.

    A cultura política tem de passar por valores, respeito, diálogo, capacidade de compreensão mútua e de compromisso.

    O sistema político tem de ser menos autista, menos fechado sobre si mesmo e mais aberto ao mundo que o rodeia.

    Um sistema político constitucional mais transparente e flexível que possibilite maior participação dos cidadãos e se adeque à realidade social actual:

    – Listas abertas de modo a que os votantes possam reordenar os candidatos e rejeitar alguns propostos pelos partidos políticos.

    – Impedir a perpetuação no poder de dirigentes partidários na máquina partidária. Os cargos de direcção do partido não podem ser desempenhados para além de um número de anos (por exemplo 6 anos). Há partidos que já o fazem.

    – Reformar a lei eleitoral de modo que a distribuição de lugares elegíveis seja o mais proporcional possível do total de votos expressos por cada formação partidária.

    – Uma selecção dos candidatos dos partidos políticos que seja feita mediante eleições primárias abertas em que podem participar militantes e simpatizantes.

    Todas estas propostas e outras que surjam de modo que os cidadãos tenham a sensação de que o que dizem e pensam merece a atenção de quem os representa.

    Propostas plausíveis, de modo algum utópicas e de possível concretização, mas que até agora têm caído em saco roto.




    Será possível, um dia, termos um Matosinhos diferente para melhor?



    Matosinhos, até recentemente, era a 8.ªcidade do país, perdemos uma posição para Amadora. Agora somos a 9.ªcidade de Portugal. - ver aqui -

    Matosinhos não é uma cidade qualquer! É uma cidade onde fica situado parte do 2.º maior aeroporto de Portugal – Aeroporto Francisco Sá Carneiro - e o 2.º maior porto artificial de Portugal – Porto de Leixões -. - ver aqui -

    Nós achamos que sim.




    Será possível vivermos numa sociedade menos puritana, menos hipócrita?



    Infelizmente os partidos cada vez menos representam as pessoas.

    É importante fazer-se auto-crítica e reconhecer os erros.

    Quando as coisas não vão bem, e os cidadãos viram as costas aos políticos e insultam-nos, o melhor é mudar de política com ideias e pessoas.

    Deve-se sempre pôr os interesses dos cidadãos por cima de qualquer governo ou troika ou câmara.

    Os políticos devem deixar de falar deles mesmos e para os seus seguidores. Devem falar para os cidadãos e sobre o que os preocupa.




    Todos os textos desta plataforma não estão fechados, estão abertos a novas ideias e sugestões.
    Os conteúdos apresentados foram elaborados em Junho de 2018.






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