ESTUDO





  • Estudo



    Segundo este Estudo, recentemente, publicado no Expresso não deixa margem para dúvidas e vem de encontro às nossas preocupações. A democracia está doente e continua com muitos defeitos e imperfeições. Neste Estudo, de acordo, com um inquérito Eurosondagem/Expresso mostra que os portugueses querem participar na democracia, todavia metade dos jovens abdica de eleger o Governo. A politica fica-se para a maioria dos portugueses pela ida às urnas, o interesse manifestado pelo acompanhamento da actividade política deixa muito a desejar. O desinteresse pelo quotidiano político é latente.








    Acompanhamento da politica




    Voto obrigatório


    Voto obrigatório não resolve o problema. A imposição não é a melhor forma de melhorar a participação e a cidadania. A solução é perceber-se porque há abstenção.




    É necessário pensar em atrair os cidadãos: temos que entender porque há tanta abstenção e ir de encontro aos cidadãos. A abstenção aumenta, os militantes dos partidos diminuem, continuam os mesmos nomes com os partidos de sempre, falta de mudança, falta de alternância, há um grande desencanto político.

    Há a ideia que votar não muda nada, que não vale a pena e é uma perda de tempo. Há quem não confie nos candidatos ou nos partidos. Há quem não se sinta representado no sistema. A legitimidade está posta em causa quando passa a barreira dos 50% de abstenção.

    Urge criar novos elementos de ligação, reinventar novas formas de contacto e novas formas inventivas. É o que vamos procurar fazer com esta plataforma.

    O eleito tem que encontrar o eleitor e o que lhe interessa. O elo da representatividade tem vindo a enfraquecer e os pilares da ligação, uns após outros têm levado ao desligamento.




    Jovens



    É necessário atrair interesse dos jovens por esta plataforma.

    Os jovens votam pouco ou não votam. É preciso mover esforços de mobilização e comunicação com a utilização das redes sociais, facilitar a possibilidade de voto por correspondência, ou voto pela internet no seu PC ou telemóvel.

    Os jovens não acreditam nem no político, nem na política. Os jovens não dão valor ao voto. Acham que votar é uma abstração, não leva a lado nenhum, então, eles preferem expressar as suas disposições de outra maneira, por fórmulas alternativas.

    Os que estão na política acreditam que o voto tem que ser de pessoas de mais idade, com um histórico de participação.

    O distanciamento da juventude não se deve ao facto de não terem poder crítico, mas sim aos maus exemplos que alguns políticos quotidianamente nos transmitem.

    Actualmente há inúmeros casos de corrupção, diversos escândalos políticos, bem como uma enorme falta de ética. Isto faz com que os jovens não tenham confiança e, pior ainda, não lhes permite entender que para haver uma mudança significativa na política é fundamental a sua participação no exercício da cidadania. É realmente triste perceber que em Portugal, ainda é muito pequena a participação dos jovens em debates relacionados com política.

    Somos defensores de uma política pública voltada para a juventude e que ofereça respostas às diversas necessidades que os jovens têm, melhorando assim a qualidade de vida e favorecendo ao máximo a participação de jovens nas decisões políticas do nosso município e do nosso país.

    A maioria das decisões políticas relacionadas com a juventude são tomadas nas suas costas. Falamos muito em educação, ensino, plano de estudos, mas ouvimos muito pouco a opinião dos seus intervenientes (jovens, alunos ).

    Outro erro cometido pelos políticos é tratar a juventude como se fosse um conjunto único, as necessidades dos jovens devem ser observadas de acordo com o local onde vivem, o sexo que possuem, a faixa etária, para assim saber os problemas e necessidades de cada grupo.

    É claro que alguns problemas são os mesmos de toda a população, como por exemplo: educação, saúde e emprego. Porém, os jovens merecem atenção especial em alguns aspectos como a entrada no mercado de trabalho.

    Em Matosinhos, a Câmara Municipal deve ter parcerias com as suas instituições, para os jovens.

    Por estes e outros motivos acreditamos que a inclusão de jovens na política seja um factor muito importante. Só assim conseguiremos renovar os quadros, que aí estão, trazer novas ideias e construir juntos, um futuro melhor para o nosso município e consequentemente para os jovens de todo o Portugal.

    Muitos jovens sonham em mudar o mundo, alguns já arregaçaram as mangas e estão empenhados em tornar este sonho realidade, mas o sonho só se tornará realidade quando ocuparem o seu espaço na política.

    Nesta plataforma podem participar jovens a partir dos 14 anos.




    Mulheres



    Procurar cativar mulheres para esta plataforma. Não é de bom senso ter mulheres na política só porque em cada três lugares uma pessoa tem que ser do sexo feminino. As mulheres têm que ser escolhidas pelo seu valor e pelas suas ideias, e não, por mera aritmética numa lista.

    Nesta plataforma vamos procurar fazer as reuniões a horas que permitam maior presença de mulheres.

    Ainda há quem diga: “não importa se é homem ou mulher, mas sim se é competente”. Entenda a importância de ter mulheres no poder em pé de igualdade com homens.

    É importante ter mulheres na política por uma questão de justiça. Há mais mulheres que homens em Portugal. A superioridade do número de mulheres começa no grupo etário 25-29 anos e é tanto maior quanto mais se avança na idade. Segundo a Pordata a população residente (2015): Homens - 4.912.588 ; Mulheres - 5.445.489.

    Nº de homens por cada 100 mulheres – Relação de masculinidade:
    25-29 anos (2015): 99,7 homens por cada 100 mulheres

    Do ponto de vista da estabilidade social e democrática, é fundamental que os espaços de tomada de decisão sejam compostos por pessoas com diferentes perspectivas.

    As mulheres têm o direito de serem suas próprias representantes. Não faz qualquer sentido que os homens estejam em maioria na edificação de leis sobre o aborto, violência doméstica, planeamento familiar, assédio sexual, etc.

    A falta de representação feminina, numa câmara, freguesia, assembleia, reflecte-se directamente na ausência de políticas públicas para as mulheres.

    Ter mulheres no poder em pé de igualdade com os homens seria dar voz a metade da população do país, que teria finalmente as suas necessidades e interesses ouvidos e levados a sério, não só, em questões do género, mas em todos os aspectos da sociedade: economia; infra-estruturas; transportes; etc.

    Mulheres no poder servem de exemplo para jovens meninas, que crescem sabendo que a política não é um espaço exclusivamente masculino. Representatividade importa.

    Em Portugal, é evidente que, ao nível do poder local, a evolução para a igualdade tem sido mais lenta, havendo já quem se questione se não serão necessárias medidas alternativas à Lei da Paridade. De facto, uma década após a sua adopção, a participação das mulheres na política autárquica continua abaixo do requerido pela mesma (33,3%) em todos os órgãos.

    Nas eleições de 2013, segundo a Direcção-Geral de Administração Interna, a percentagem total de mulheres nos órgãos autárquicos (31,1%), continuando bastante mais baixa nos órgãos executivos (na Câmara Municipal e na Junta de Freguesia, com 26,6% e 26,1%, respectivamente) do que nos órgãos deliberativos (na Assembleia Municipal e na Assembleia de Freguesia, com 31,7% e 33,2%, respetivamente).

    Tal resultado é revelador das fortes resistências à mudança existentes, mostrando que, apesar da implementação de uma lei que pretende promover a igualdade de género, o poder autárquico continua a ser dominado pelos homens.

    A Lei da Paridade serviu para abrir as portas e dar espaço às mulheres na política. Mas, o mundo político permanece masculino. As mulheres continuam a encontrar inúmeros obstáculos, apesar das suas qualificações. Além disso, é a elas que continua a caber a questão da conciliação da vida política e da vida familiar; continuando a carregar a chamada dupla jornada de trabalho.

    Democracia é participação política e representação social. Como podemos dizer, então, que exercemos a plena democracia, se as mulheres estão em maioria e na política estão em franca minoria.

    É preciso fazer valer a experiência feminina de gestão dos problemas quotidianos. A presença das mulheres no espaço público tem quebrado preconceitos e promovido profundas mudanças nas relações domésticas e sociais. É dessa forma que entendemos que as mulheres têm uma importante contribuição para dar à política. Hoje, as mulheres representam um pouco mais de metade do eleitorado português.

    As câmaras municipais, as freguesias e as assembleias precisam da força e da capacidade administrativa das nossas cidadãs. Não é mais possível que um mundo em que homens e mulheres compartilham as responsabilidades, os custos e os benefícios da modernidade seja governado apenas pelos homens. Por isso, mais do que um direito, garantir a presença da mulher na vida pública política é um dever e um compromisso que a sociedade assume com o desenvolvimento social e com a melhoria das condições de vida.




    Idosos



    É preciso cada vez mais aproveitar o saber e a experiência dos mais velhos. É o que vamos tentar fazer nesta plataforma. Crescentemente com o avanço da medicina, a 3.ªidade já era, podemos começar a falar de uma 4.ª idade. As pessoas vivem para lá dos 80 anos e muitas atingem os 90 anos.

    Os 70 anos actuais de uma pessoa são os novos 50, as pessoas gradualmente vivem mais anos e a esperança de vida continua a aumentar.

    Deste modo, uma pessoa com mais idade não pode ser considerada proscrita, posta para um canto, mas deve ser aproveitada socialmente e de pleno direito.

    É importante pôr a sua experiência em prática, podemos ser produtivos e ter uma vida plena aos 70 ou 90 anos, basta querermos aceitar a nossa idade.

    Manter a mente activa, procura de novos desafios e aprendizagens: mente sã, velhice sã.

    Viviane Reding, ex-comissária europeia, acha que os cidadãos seniores representam um segmento importante e cada vez maior, da nossa sociedade europeia, da nossa economia, da nossa cultura e das nossas vidas Independentemente do actual contexto económico de crise, isto coloca diversas questões a respeito da forma como se pode assegurar que estes cidadãos estão socialmente integrados e gozam plenamente os seus direitos. Os idosos podem também ter um papel importante em Matosinhos.

    Ao longo dos últimos anos, tem sido registado um aumento progressivo dos casos de discriminação etária no trabalho e de âmbito social. Um idoso é um património de saber e experiência.

    Os idosos, tal como as gerações que se lhes seguem, são o melhor património humano que um país pode ter, desde logo, se tivermos a inteligência e a visão estratégica de saber utilizar o seu imenso manancial de conhecimentos, experiências, sabedoria. Este património não tem sido suficientemente salvaguardado e rentabilizado.

    A Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, que consagra os direitos dos idosos, tornou-se um ponto de referência frequentemente utilizado no desenvolvimento das políticas da UE. À medida que cresce o interesse público na Carta, torna-se necessário informar melhor as pessoas a respeito da aplicação dos direitos plasmados na Carta e de como podem fazer-se valer desses direitos.

    Apesar de muitos cidadãos seniores gozarem de boa saúde, o envelhecimento acarreta frequentemente limitações que impedem o acesso dos cidadãos mais velhos a bens e serviços e a um modo de vida independente.

    Garantir a acessibilidade para todos é tanto uma questão de direitos fundamentais como crucial para aproveitar ao máximo o potencial dos nossos idosos, em termos sociais e económicos.

    Para além de um envelhecimento saudável é fundamental promover o tratamento de idosos não focado somente na doença, mas num conjunto de factores, como o quadro clínico, a existência de alguma dificuldade que reduza a sua autonomia, os hábitos alimentares e físicos e o contexto social do paciente. No fundo é uma avaliação multidimensional.




    Todos os textos desta plataforma não estão fechados, estão abertos a novas ideias e sugestões.
    Os conteúdos apresentados foram elaborados em Junho de 2018.






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