Razões





  • ESTUDO



    Segundo este Estudo, recentemente, publicado no Expresso não deixa margem para dúvidas e vem de encontro às nossas preocupações. A democracia está doente e continua com muitos defeitos e imperfeições. Neste Estudo, de acordo, com um inquérito Eurosondagem/Expresso mostra que os portugueses querem participar na democracia, todavia metade dos jovens abdica de eleger o Governo. A politica fica-se para a maioria dos portugueses pela ida às urnas, o interesse manifestado pelo acompanhamento da actividade política deixa muito a desejar. O desinteresse pelo quotidiano político é latente.








    Acompanhamento da politica




    Voto obrigatório


    Voto obrigatório não resolve o problema. A imposição não é a melhor forma de melhorar a participação e a cidadania. A solução é perceber-se porque há abstenção.




    É necessário pensar em atrair os cidadãos: temos que entender porque há tanta abstenção e ir de encontro aos cidadãos. A abstenção aumenta, os militantes dos partidos diminuem, continuam os mesmos nomes com os partidos de sempre, falta de mudança, falta de alternância, há um grande desencanto político.

    Há a ideia que votar não muda nada, que não vale a pena e é uma perda de tempo. Há quem não confie nos candidatos ou nos partidos. Há quem não se sinta representado no sistema. A legitimidade está posta em causa quando passa a barreira dos 50% de abstenção.

    Urge criar novos elementos de ligação, reinventar novas formas de contacto e novas formas inventivas. É o que vamos procurar fazer com esta plataforma.

    O eleito tem que encontrar o eleitor e o que lhe interessa. O elo da representatividade tem vindo a enfraquecer e os pilares da ligação, uns após outros têm levado ao desligamento.


    Jovens


    É necessário atrair interesse dos jovens por esta plataforma.

    Os jovens votam pouco ou não votam. É preciso mover esforços de mobilização e comunicação com a utilização das redes sociais, facilitar a possibilidade de voto por correspondência, ou voto pela internet no seu PC ou telemóvel.

    Os jovens não acreditam nem no político, nem na política. Os jovens não dão valor ao voto. Acham que votar é uma abstração, não leva a lado nenhum, então, eles preferem expressar as suas disposições de outra maneira, por fórmulas alternativas.

    Os que estão na política acreditam que o voto tem que ser de pessoas de mais idade, com um histórico de participação.

    O distanciamento da juventude não se deve ao facto de não terem poder crítico, mas sim aos maus exemplos que alguns políticos quotidianamente nos transmitem.

    Actualmente há inúmeros casos de corrupção, diversos escândalos políticos, bem como uma enorme falta de ética. Isto faz com que os jovens não tenham confiança e, pior ainda, não lhes permite entender que para haver uma mudança significativa na política é fundamental a sua participação no exercício da cidadania. É realmente triste perceber que em Portugal, ainda é muito pequena a participação dos jovens em debates relacionados com política.

    Somos defensores de uma política pública voltada para a juventude e que ofereça respostas às diversas necessidades que os jovens têm, melhorando assim a qualidade de vida e favorecendo ao máximo a participação de jovens nas decisões políticas do nosso município e do nosso país.

    A maioria das decisões políticas relacionadas com a juventude são tomadas nas suas costas. Falamos muito em educação, ensino, plano de estudos, mas ouvimos muito pouco a opinião dos seus intervenientes (jovens, alunos ).

    Outro erro cometido pelos políticos é tratar a juventude como se fosse um conjunto único, as necessidades dos jovens devem ser observadas de acordo com o local onde vivem, o sexo que possuem, a faixa etária, para assim saber os problemas e necessidades de cada grupo.

    É claro que alguns problemas são os mesmos de toda a população, como por exemplo: educação, saúde e emprego. Porém, os jovens merecem atenção especial em alguns aspectos como a entrada no mercado de trabalho.

    Em Matosinhos, a Câmara Municipal deve ter parcerias com as suas instituições, para os jovens.

    Por estes e outros motivos acreditamos que a inclusão de jovens na política seja um factor muito importante. Só assim conseguiremos renovar os quadros, que aí estão, trazer novas ideias e construir juntos, um futuro melhor para o nosso município e consequentemente para os jovens de todo o Portugal.

    Muitos jovens sonham em mudar o mundo, alguns já arregaçaram as mangas e estão empenhados em tornar este sonho realidade, mas o sonho só se tornará realidade quando ocuparem o seu espaço na política.

    Nesta plataforma podem participar jovens a partir dos 14 anos.


    Mulheres


    Procurar cativar mulheres para esta plataforma. Não é de bom senso ter mulheres na política só porque em cada três lugares uma pessoa tem que ser do sexo feminino. As mulheres têm que ser escolhidas pelo seu valor e pelas suas ideias, e não, por mera aritmética numa lista.

    Nesta plataforma vamos procurar fazer as reuniões a horas que permitam maior presença de mulheres.

    Ainda há quem diga: “não importa se é homem ou mulher, mas sim se é competente”. Entenda a importância de ter mulheres no poder em pé de igualdade com homens.

    É importante ter mulheres na política por uma questão de justiça. Há mais mulheres que homens em Portugal. A superioridade do número de mulheres começa no grupo etário 25-29 anos e é tanto maior quanto mais se avança na idade. Segundo a Pordata a população residente (2015): Homens - 4.912.588 ; Mulheres - 5.445.489.

    Nº de homens por cada 100 mulheres – Relação de masculinidade:
    25-29 anos (2015): 99,7 homens por cada 100 mulheres

    Do ponto de vista da estabilidade social e democrática, é fundamental que os espaços de tomada de decisão sejam compostos por pessoas com diferentes perspectivas.

    As mulheres têm o direito de serem suas próprias representantes. Não faz qualquer sentido que os homens estejam em maioria na edificação de leis sobre o aborto, violência doméstica, planeamento familiar, assédio sexual, etc.

    A falta de representação feminina, numa câmara, freguesia, assembleia, reflecte-se directamente na ausência de políticas públicas para as mulheres.

    Ter mulheres no poder em pé de igualdade com os homens seria dar voz a metade da população do país, que teria finalmente as suas necessidades e interesses ouvidos e levados a sério, não só, em questões do género, mas em todos os aspectos da sociedade: economia; infra-estruturas; transportes; etc.

    Mulheres no poder servem de exemplo para jovens meninas, que crescem sabendo que a política não é um espaço exclusivamente masculino. Representatividade importa.

    Em Portugal, é evidente que, ao nível do poder local, a evolução para a igualdade tem sido mais lenta, havendo já quem se questione se não serão necessárias medidas alternativas à Lei da Paridade. De facto, uma década após a sua adopção, a participação das mulheres na política autárquica continua abaixo do requerido pela mesma (33,3%) em todos os órgãos.

    Nas eleições de 2013, segundo a Direcção-Geral de Administração Interna, a percentagem total de mulheres nos órgãos autárquicos (31,1%), continuando bastante mais baixa nos órgãos executivos (na Câmara Municipal e na Junta de Freguesia, com 26,6% e 26,1%, respectivamente) do que nos órgãos deliberativos (na Assembleia Municipal e na Assembleia de Freguesia, com 31,7% e 33,2%, respetivamente).

    Tal resultado é revelador das fortes resistências à mudança existentes, mostrando que, apesar da implementação de uma lei que pretende promover a igualdade de género, o poder autárquico continua a ser dominado pelos homens.

    A Lei da Paridade serviu para abrir as portas e dar espaço às mulheres na política. Mas, o mundo político permanece masculino. As mulheres continuam a encontrar inúmeros obstáculos, apesar das suas qualificações. Além disso, é a elas que continua a caber a questão da conciliação da vida política e da vida familiar; continuando a carregar a chamada dupla jornada de trabalho.

    Democracia é participação política e representação social. Como podemos dizer, então, que exercemos a plena democracia, se as mulheres estão em maioria e na política estão em franca minoria.

    É preciso fazer valer a experiência feminina de gestão dos problemas quotidianos. A presença das mulheres no espaço público tem quebrado preconceitos e promovido profundas mudanças nas relações domésticas e sociais. É dessa forma que entendemos que as mulheres têm uma importante contribuição para dar à política. Hoje, as mulheres representam um pouco mais de metade do eleitorado português.

    As câmaras municipais, as freguesias e as assembleias precisam da força e da capacidade administrativa das nossas cidadãs. Não é mais possível que um mundo em que homens e mulheres compartilham as responsabilidades, os custos e os benefícios da modernidade seja governado apenas pelos homens. Por isso, mais do que um direito, garantir a presença da mulher na vida pública política é um dever e um compromisso que a sociedade assume com o desenvolvimento social e com a melhoria das condições de vida.


    Idosos


    É preciso cada vez mais aproveitar o saber e a experiência dos mais velhos. É o que vamos tentar fazer nesta plataforma. Crescentemente com o avanço da medicina, a 3.ªidade já era, podemos começar a falar de uma 4.ª idade. As pessoas vivem para lá dos 80 anos e muitas atingem os 90 anos.

    Os 70 anos actuais de uma pessoa são os novos 50, as pessoas gradualmente vivem mais anos e a esperança de vida continua a aumentar.

    Deste modo, uma pessoa com mais idade não pode ser considerada proscrita, posta para um canto, mas deve ser aproveitada socialmente e de pleno direito.

    É importante pôr a sua experiência em prática, podemos ser produtivos e ter uma vida plena aos 70 ou 90 anos, basta querermos aceitar a nossa idade.

    Manter a mente activa, procura de novos desafios e aprendizagens: mente sã, velhice sã.

    Viviane Reding, ex-comissária europeia, acha que os cidadãos seniores representam um segmento importante e cada vez maior, da nossa sociedade europeia, da nossa economia, da nossa cultura e das nossas vidas Independentemente do actual contexto económico de crise, isto coloca diversas questões a respeito da forma como se pode assegurar que estes cidadãos estão socialmente integrados e gozam plenamente os seus direitos. Os idosos podem também ter um papel importante em Matosinhos.

    Ao longo dos últimos anos, tem sido registado um aumento progressivo dos casos de discriminação etária no trabalho e de âmbito social. Um idoso é um património de saber e experiência.

    Os idosos, tal como as gerações que se lhes seguem, são o melhor património humano que um país pode ter, desde logo, se tivermos a inteligência e a visão estratégica de saber utilizar o seu imenso manancial de conhecimentos, experiências, sabedoria. Este património não tem sido suficientemente salvaguardado e rentabilizado.

    A Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, que consagra os direitos dos idosos, tornou-se um ponto de referência frequentemente utilizado no desenvolvimento das políticas da UE. À medida que cresce o interesse público na Carta, torna-se necessário informar melhor as pessoas a respeito da aplicação dos direitos plasmados na Carta e de como podem fazer-se valer desses direitos.

    Apesar de muitos cidadãos seniores gozarem de boa saúde, o envelhecimento acarreta frequentemente limitações que impedem o acesso dos cidadãos mais velhos a bens e serviços e a um modo de vida independente.

    Garantir a acessibilidade para todos é tanto uma questão de direitos fundamentais como crucial para aproveitar ao máximo o potencial dos nossos idosos, em termos sociais e económicos.

    Para além de um envelhecimento saudável é fundamental promover o tratamento de idosos não focado somente na doença, mas num conjunto de factores, como o quadro clínico, a existência de alguma dificuldade que reduza a sua autonomia, os hábitos alimentares e físicos e o contexto social do paciente. No fundo é uma avaliação multidimensional.




    RAZÕES




    Razões para fazer parte deste movimento social?


    Pretendemos ser cânone na nossa democracia e na vida autárquica. Sugerimos uma conversação geracional em que se destacam os laços, os vínculos pessoais, os registos na primeira pessoa, a cidadania e o quotidiano das pequenas coisas.

    A busca da representação política através de códigos não convencionais. Esta plataforma é uma aposta no futuro que nunca está fechada.

    Muitos de nós podemos nem nos conhecermos, mas lemos o que se pretende nesta plataforma e, esta forma de comunicar gera um diálogo sobre a forma como podemos atingir os nossos objectivos.

    Como reflectir sobre a actualidade e tornar melhor Matosinhos e Portugal. No fundo, queremos agitar Matosinhos como algo muito importante que, revela uma mudança de paradigma.

    Tradicionalmente apresenta-se um candidato ou por partidos ou independente. Nesta plataforma nada disso acontece. Vamos partir de baixo para cima. Primeiro as pessoas e as suas ideias, opiniões e reflexões, só depois o candidato ou os candidatos.

    Temos que prestigiar o que vamos fazer e que não seja visto com desconfiança.

    Vamos encaixarmo-nos num amplo espaço ideológico aberto e não fechado. Estamos na mesma onda fazendo coisas diferentes e pensando de maneira diferente.

    Somos pessoas com diferentes profissões que temos preocupações distintas.

    Há um boom de independência e de anti-partidos. Não somos a favor que acabem os partidos, mas gostaríamos que eles funcionassem de outro modo. O nosso caminho é por bem, gostaríamos de contribuir para melhorar a nossa democracia à nossa maneira. Os partidos políticos não têm sido capazes de permitir uma mudança por dentro e ela está a ocorrer por fora dos partidos.

    Os partidos fazem-nos lembrar um doente com as artérias cheias de gordura não permitindo a fluidez da passagem do sangue. A vida democrática está com arteriosclerose, a democracia não é fluída.

    Há que renovar o sistema político alterar a Constituição e a vida autárquica no que seja necessário.

    Os políticos estão obcecados com o curto prazo. Nós estamos a pensar nas próximas gerações e na evolução da nossa democracia.

    A má imagem dos políticos deve-se à corrupção que é determinante, mas também ao discurso político. Cada vez está mais desprestigiado e é cada vez mais aborrecido. Como os iogurtes que tem prazo de validade, a partir do qual deixa de ser credível.

    Jorge Luis Borges, escritor e ensaísta argentino, dizia estar mais orgulhoso dos livros que tinha lido do que dos livros que escreveu. Há mais gente a escrever livros do que a lê-los. Há políticos que publicam livros e nunca leram nenhum. Isso é terrível!

    Este projecto tem como finalidade tornar a política melhor e quem a exerce e não para arranjar lugares. Se fizermos isto por paixão seremos bem-intencionados e felizes.

    Não nos move um projecto para ganhar dinheiro. É importante ter saúde e amor, ter dinheiro. É importante mas não podemos renunciar às nossas paixões e perder a nossa dignidade. É melhor ganhar menos de uma forma digna.

    Se não páras para te recolher, não fazes reflexão, não pensas, não podes aprender.

    Vamos avançar neste projecto pelo prazer de aprender e que nos sirva para entender a nossa vida.


    Era do Movimento


    Tudo se move rápido e nada permanece imóbil.

    É preciso reagir contra este sistema estático, e transformar a política em algo excitante e vertiginoso que acompanhe o ritmo dos tempos.

    Como diz Philipp Blom, keep moving and set everything around in motion.

    As fricções, o futuro incerto, os novos realinhamentos, avançam ao som da acção/reacção.

    Cada passo dado será uma pequenina vitória.

    A política tem um desfasamento e ainda não interiorizou que o tempo é muito rápido, muito mais célere, e escrutinador do que era.

    Os media fazem um controlo e uma fiscalização a um tempo vertiginoso. Os cidadãos também começam a fazê-lo de uma forma séria e rápida.

    Estamos perante aquilo que se chama crowdsourced constitution (participação das pessoas por meio da internet num processo constituinte). A partir do crowdsourcing (obter ideias ou conteúdos pela contribuição de um grande grupo de pessoas via online).

    As novas formas de democracia utilizando as ferramentas da tecnologia podem ajudar neste modelo de verdadeira colaboração.


    A verdadeira democracia está a morrer


    Há uma enorme erosão da democracia pelo actual sistema político. Como diz José Ivo Sartori, professor, filósofo e político brasileiro, “as palavras são os nossos óculos, confundir a palavra é confundir a coisa”.

    A democracia genuína está a morrer gradualmente. A democracia representativa tem sido prejudicada repetidamente pela corrupção, influência corporativa, manipulação dos media, perversão ideológica, poder dos grupos de lobby, amiguismo, erosão da transparência e muito mais.

    O que agora vivemos é uma sombra do que deve ser uma democracia e um mundo com a verdadeira intenção - representar a vontade do povo.

    A nível nacional, a nível autárquico precisamos de uma visão visionária, competente e corajosa para mudar as coisas. Acreditamos que esse nível de liderança não pode existir no sistema político de hoje. Um sistema que tem pouco a ver com a vontade das pessoas e mais com o poder e o partidarismo.


    O mundo mudou


    O 25 de Abril deu-se em 1974. Esse tempo já vai distante e a sociedade hoje é muito diferente.

    No entanto, persistimos com um sistema de governo, quer a nível nacional, quer a nível autárquico ultrapassado. Tentamos dar a nossa voz a um sistema que não tem capacidade para usá-lo efectivamente.

    A tecnologia agora fornece um mecanismo para o que a democracia sempre exigiu; que os líderes que representam a comunidade entendem o desejo dessa comunidade: que Matosinhos entenda os seus habitantes, votantes e não votantes.


    É hora de mudarmos


    A maneira como coexistimos precisa de mudar. Por um lado, detestamos o rumo que o mundo está a tomar, quer a nível político, social e ambiental e, no entanto, temos feito muito pouco para o mudar, ou por medo, ou por inactividade, ou por laxismo, para tomar as decisões difíceis necessárias para o mudar. Matosinhos pode contar connosco.

    Precisamos de um sistema melhor, mais justo e mais valorizado. Imaginem um Matosinhos onde o executivo realmente reflicta a vontade das pessoas de Matosinhos. Podemos construir esse Matosinhos.


    Ser Político


    Este tipo de maus exemplos e excepções descredibiliza a política e qualquer governo. Sempre temos dito, ao longo destes anos, que estar na política e por via disso, estar num cargo público, deve ser uma honra e não ter benesses, além das normais e comuns para todos os cidadãos. Por outro lado, pensamos que um político deve ser bem remunerado, para não ter tentações e deslumbramentos. Ser político e exercer um cargo público têm que ser o mesmo que exercer qualquer tipo de profissão. Evidentemente com outro grau de responsabilidades, pois trata do bem comum e mexe com dinheiros do erário público, mas isso, não lhe pode permitir usufruir de reformas antecipadas, subvenções vitalícias, entre outras benesses. Somos um país de pindéricos, a armar ao fino, cheio de salamaleques e de pavões, novos-ricos e doutores, julgando sempre que somos mais do que os outros e que vivemos lá de cima do nosso pedestal. Errado!

    Enquanto não mudarmos esta mentalidade do “armanço”, que temos motorista e carro, cartão de crédito, mas sem credibilidade, sem o reconhecimento, ético, moral e honrado. Qualquer político não deveria poder exercer um cargo, se não tivesse uma profissão antes de ter um cargo público. A política não pode ser um “carreirismo” mas um “honrismo”.




    PERGUNTAS FREQUENTES - FAQ



    Quem pode fazer parte desta plataforma?


    Todas as pessoas que o queiram e se identifiquem com os seus ideais, a liberdade de expressão e de pensamento.

    Está aberto a todas as pessoas que professem qualquer tipo de ideologia e às pessoas que gostam de agir livremente sem impedimentos, somente manietados pela sua consciência.

    Baseia-se, no princípio, que todos os cidadãos têm a garantia de não serem impedidos de exercer o direito de opinar, participar, sem coerção ou qualquer tipo de constrangimento partidário.

    Tem por finalidade abrir novos caminhos à participação dos cidadãos, criar novas formas de interessar as pessoas pela vida politica e a reflexão sobre temas que estejam na ordem do dia na nossa sociedade actual ou problemas do Mundo Contemporâneo: responsabilidade ecológica, direitos humanos e globalização, voluntariado e novas dinâmicas da sociedade civil, dessacralização do Mundo e perda de sentido, paz mundial e diálogo inter-religioso, racismo e xenofobia e manipulação e meios de comunicação de massas.


    Pessoas que militam em partidos políticos podem fazer parte desta plataforma?


    Esta plataforma não é incompatível com pessoas que militam em partidos. Poderá sê-lo aquando das eleições autárquicas de 2021 na feitura de listas e campanha eleitoral. Até lá, não há nada que impeça uma pessoa militante de um partido participar na plataforma quer em reuniões quer em sugestões para a melhorar.


    Há algumas obrigações?


    Esta plataforma não tem custos nem obrigações. Os compromissos serão assumidos de livre vontade e por iniciativa das pessoas. A informação pessoal de cada um, dos registos desta plataforma, será usada exclusivamente para ser informado ou participar nas actividades da Plataforma de Candidatura à CM Matosinhos 2021 – Matosinhos Independente.

    Apenas respeitar os ideais que estão subjacentes à sua criação e às decisões tomadas.


    Qual a sua finalidade?


    É um movimento social que tem por finalidade poder concorrer à CM Matosinhos, nas eleições autárquicas em 2021.

    Está contra uma sociedade civil apática, quer tornar-se um local de debate e cultura, com uma metodologia e formato próprios, dando voz a quem não tem possibilidades de fazer-se ouvir.

    Usa o pensamento como uma "arma" através da análise e discussão fomentando o contraditório. Dá grande ênfase a quem assiste aos seus encontros e participação no site.

    Procura agir de forma livre não estando ao serviço de qualquer interesse específico, sendo independente e apartidário.

    Procura agir em benefício da sociedade civil e do interesse público. Trata de problemas do mundo contemporâneo: responsabilidade ecológica; direitos humanos e globalização; desporto; meios de comunicação social; novas dinâmicas da sociedade civil; política; etc.

    Dá a sua quota-parte para a formação de pensar autónomo, incentivando o desenvolvimento de uma atitude crítica, condição para que se assuma, em liberdade e autenticidade, a condição de pessoas responsáveis no mundo.


    O que somos?


    A Plataforma de Candidatura à CM Matosinhos 2021 é uma plataforma de informação, que tem por finalidade concorrer às eleições autárquicas em Matosinhos em 2021. Todavia esse desiderato pode ou não verificar-se, isso, depende do empenho e capacidade das pessoas que se envolverem neste projecto. Nenhum general sozinho consegue vencer uma batalha. E, esta batalha é ciclópica a vários níveis. Esta plataforma vai apresentar uma variedade de perspectivas sobre todas as principais questões de Matosinhos e em muitas outras que afectam as nossas vidas.

    Esta plataforma quer levar as pessoas a irem votar e procurarem estar informadas e esclarecidas. Temos que tornar Matosinhos mais mediático, mais esclarecido, mais culto e mais interventivo.

    Matosinhos tem uma base suficiente para criar um município moderno e de ponta. Temos que ter uma política cultural moderna ilustrada e democrática.

    Criar condições para que haja alternância de poder e, não, sempre o PS a governar quer dentro do partido quer fora do partido.

    Matosinhos tem que ser uma cidade interessante, com muitas possibilidades, aproveitar as suas especificidades e potencialidades. Não se pode perder por superficialidades, tontarias e vaidades.




    ESCOLHA de REPRESENTANTES



    Segundo Pacheco Pereira (professor, investigador da história contemporânea portuguesa, político e comentador): "há um problema na política em democracia, e na política portuguesa em particular, que só se resolve com as pessoas. Nem as leis, nem muitas vezes uma lista de boas práticas, nem controlos burocráticos, são eficazes para o resolver. E, sem se darem passos para o resolver, não se consegue mitigar a pressão populista, nem prestigiar a vida política ou o exercício de cargos públicos”.

    Infelizmente o acesso a determinados tipos de poder, quase sempre pequenos poderes, permite utilizar lugares e funções em proveito próprio ou de próximos de si. Estes abusos e aproveitamentos, infelizmente tão comuns na vida pública portuguesa. Conhecemos muita gente, que quando acede a um lugar ou um cargo deixa de ter a vida que tinha e passa a viver com alguma grandeza.

    Esta utilização de dinheiros públicos por despesas pessoais através de um tributo a nós próprios ou favores é inadmissível.

    A ética tem muito que se lhe diga e há uma zona nebulosa difícil de apontar. E, não adianta dar a resposta sempre que se conhece um novo abuso, que é legislar, aumentar o emaranhado de leis e procedimentos.

    Temos que valorizar o valor dos comportamentos individuais e escolher para as funções mais delicadas quem não transige com este tipo de práticas.

    Quanto mais regras se fazem, mais regras se infringem. Há uma cultura na classe política portuguesa que é o sentimento impunidade.

    A classe política pensa sempre que não é possível saber-se o que fazem, não há quem saiba. E, o mais grave julgam que as pessoas não se estão a aperceber do que estão a fazer.

    A mania que são pessoas muito importantes e que tudo lhes passa por baixo. Mas estão redondamente enganados.

    Há sempre alguém que sabe, ou que se apercebe que denuncia e os media tratam de divulgar de uma forma rápida.

    Temos que acabar com a opacidade do exercício da política portuguesa. Há em Portugal uma cultura de compadrio e um outsourcing legislativo.

    Segundo Conceição Pequito (professora universitária de Ciência Política): "A qualidade da democracia é má porque os partidos monopolizam as listas eleitorais e vivem da cartelização do Estado”.

    Os partidos além de monopolizarem fazem más escolhas.

    Nesta plataforma queremos representar os cidadãos de outra forma. Queremos acabar com o monopólio do PS na CM Matosinhos.

    Vamos procurar ter muito cuidado na escolha dos candidatos com normas claras, precisas, objectivas e como vamos fazer as escolhas:

    1 – elaborar uma metodologia de escolha dos candidatos.
    2 – verificar a sua aceitação por todos.

    Os cidadãos terão uma palavra a dizer nestas escolhas.

    Quem milita num partido político acha que é um privilégio, um valor em si mesmo, crê que é superior aos demais.

    Temos que deixar de ganhar eleições para distribuir os despojos pelos vencedores.

    A transparência e a lisura de processos são indispensáveis à sobrevivência do regime, sem nos arvorarmos salvadores do regime.




    NOTAS FINAIS



    Preâmbulo


    Há vários documentos em defesa da reconstrução do regime democrático.

    Entre os signatários do manifesto figuram várias figuras públicas, ex-ministros, ex-deputados, entre outros. Outro documento, Novo Rumo faz referência aos obscuros jogos do capital que podem fazer desaparecer a própria democracia, alerta para a multidão de aflitos e de indignados que existe entre nós que espera por uma alternativa inovadora.

    Salientamos o seguinte:

    - Defesa da reconstrução de um regime democrático e o fim da concentração do poder político nos partidos.

    - O que está em causa já não é a opção pela democracia, mas torná-la efectiva e participada. Não está em causa governar, mas corrigir um rumo que nos conduziu à actual crise e realizar as mudanças que isso implica.

    - Já não está em causa aderir à Europa, mas participar no relançamento do projecto europeu.

    - Chamar a atenção para a tragédia social, económica e financeira a que vários governos conduziram o país, dificultando a participação democrática dos cidadãos e impedindo que o sistema político permita o aparecimento de verdadeiras alternativas.

    - Ruptura que passa por três passos fundamentais, começando pelas leis eleitorais transparentes e democráticas que viabilizem eleições primárias abertas aos cidadãos na escolha dos candidatos a todos os cargos políticos.

    - A abertura da possibilidade de apresentação de listas nominais, de cidadãos, em eleições para a Assembleia da República, tornando obrigatório o voto nominal nas listas partidárias.

    - A necessidade fundamental da garantia de igualdade de condições no financiamento das campanhas eleitorais.

    - Urgente reivindicar a democratização do sistema político com firmeza exigindo de todos os partidos a legislação necessária.


    A nossa ideia


    Vamos procurar chamar à atenção, que é preciso uma verdadeira regeneração da democracia e que é premente mudar. Não somos políticos e passamos a anti-políticos, somos simplesmente pessoas, cidadãos preocupados com o rumo dos acontecimentos deste país e de Matosinhos, faz muito tempo. Nunca tivemos a preocupação de elaborar grandes textos, mas sempre fizemos críticas, propostas e recomendações. Verdade que nunca fizemos um texto elaborado, mas agora chegou o momento.

    É preciso corrigir os erros da democracia e melhorá-la. A maneira mais evidente para mudar este estado de coisas em eleições era votar de forma diferente do habitual, e dar uma chance a outras personalidades. Ou quem está enfadado com tudo isto não ir votar. O voto em branco não tem representantes, o voto nulo não tem efeitos práticos. Se todos não votássemos a legitimidade sairia ferida de morte.

    Mas nesta plataforma temos a chance de mudar o nosso sentido de voto e de política para Matosinhos.

    Esta crise actuou como uma lupa em que mostra os defeitos da democracia que já existiam, mas não se tinha a exacta percepção.

    A resposta a esta crise está entrelaçada: a resposta para a saída da crise está na política e nos políticos, mas por sua vez a política e os políticos estão em risco pelo descrédito e má imagem na opinião pública.

    A maioria dos cidadãos é a favor de mudanças: na Constituição; nas Instituições Públicas; no modelo de Estado; em Matosinhos.

    Vamos reinventar a democracia e fazer uma revolução pacífica de ideias, comportamentos e atitudes com muita persistência e denodo, todos os dias, com actos e não palavras.

    E, desculpem-nos, não pode ser feito por quem esteve em cargos de chefia tantos e tantos anos e agora limpam as mãos como Pilatos. Muitos deles têm culpas no estado a que isto chegou, foram ministros, deputados, autarcas, entre outros, com responsabilidades públicas. É uma incongruência e a cara não diz com a careta!

    Quem se interessa por política, quer participar e ter voz activa, mas não tem como nem onde. Esta plataforma vai procurar reunir condições para que tal aconteça.

    A política é algo nobre, é pena ser mal frequentada.


    O que propomos


    É preciso uma nova política para o séc. XXI, que se demarque dos vícios da velha política. É preciso que haja uma revolução de ideias e mentalidade pacífica, e uma opinião pública interventiva e inteligente.

    Portugal, e neste caso, Matosinhos precisa de se reiniciar, como se faz com os computadores. Os portugueses e os matosinhenses deixaram de acreditar e acabarão por perceber que não chega substituir uns dirigentes políticos por outros; é preciso alterar o sistema político, que deixou de funcionar, é um sistema gerador de défices e bloqueios sectários.

    Esta plataforma pretende passar a mensagem de que, em democracia, deve existir não apenas uma participação representativa, mas também, uma participação cívica.

    Nelson Mandela é uma das nossas inspirações, é uma figura que nos orienta em acções e actos. É um homem que nunca quis o poder e sempre teve muito poder; que se pode servir sem ter um cargo político. É esta a lição que retiramos da sua história.

    Com Mahatma Gandhi aprendemos que a alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido e não na vitória propriamente dita; que a única revolução possível acontece dentro de nós.

    Vamos viver intensamente esta Plataforma sem necessidade de viver dela. Com muita paciência, muito trabalho, muita persistência, mas também com muita alegria.

    Está na hora de darmo-nos a conhecer e tornar este processo não fastidioso.

    Temos pensamento e ideias sobre o que se passa em Matosinhos e não nos coibimos de dar sugestões.

    Esta plataforma vale pelo processo em que vamos-nos empenhar, o resultado é importante, mas não é per si um caso de vida ou de morte.

    Se conseguirmos ter êxito tanto melhor, se não o conseguirmos voltamos para casa com a consciência do dever cumprido.

    Nós achamos que vale a pena contribuir para que as pessoas percebam como se desenrola o processo de uma candidatura independente a uma câmara, neste caso, em Matosinhos. Já nos damos por satisfeitos. Devemos lutar pela mudança do funcionamento do sistema político. Forçosamente, é nosso dever cívico e de consciência estar neste desafio, tentar e ir até ao fim.

    Sabemos para onde vamos e com quem estamos a bater-nos.

    Estamos nesta contenda, não por lugares ou privilégios, mas pela mudança de atitudes e comportamentos.

    Esta plataforma pode ser o testemunho de que se conseguirmos erguer uma candidatura à CM Matosinhos em 2021, já será um êxito. A façanha de o conseguir será uma vitória inimaginável protagonizada por maioria de pessoas que vêm genuinamente da sociedade civil.

    A política reclama abertura e outro tipo de protagonistas. A dicotomia dentro/fora, nós/eles, militante/não militante e o próprio/ alheio têm os dias contados.

    Os partidos têm que fugir de conceitos zombies, estando ancorados num passado idealizado, no fundo, uma prematura forma de acabarem. O seu estatismo metodológico é o responsável por não dar resposta ao afastamento dos cidadãos e há enorme abstenção. Neste processo não queremos o apoio de quem nos difama e denigre e dos invisíveis que tudo vão fazer para fracassarmos. Todavia queremos o apoio de quem nos respeitar e aceitar.

    O nosso lema é primeiro está Matosinhos, depois os cidadãos, e só, depois esta Plataforma.

    Trazer mulheres, jovens e seniores para esta plataforma, as mulheres são o melhor elemento civilizador e apaziguador da humanidade.


    Ter crença


    Há algo que está a falhar estrondosamente, basta ver a abstenção. Trata-se somente de pensar. Se os nossos políticos e gente dos partidos reflectissem com o mínimo de sensatez e prudência, davam conta do que se está a passar.

    Não é só a austeridade pelos cortes sociais e económicos. Há um drástico corte nas oportunidades e liberdade dos cidadãos. Ainda não perceberam que "a vida não examinada não vale a pena ser vivida". Podem estar no poder e ter altos cargos, mas não passa disso. É muito importante saber-se como se chegou a esse cargo, a forma como se exerceu esse cargo, por fim, a forma como se saiu desse cargo.

    As pessoas estão fartas, desesperadas, cabisbaixas, indignadas, pelo desemprego, cortes e corrupção. As pessoas estão cada vez mais alheadas dos políticos que teoricamente defendem os seus interesses. As pessoas e os políticos estão num transe de divórcio: não se fiam um pêlo nos políticos. Uma parte da consciência colectiva sente-se abandonada.

    Este sistema político está caduco e está a carregar o próprio sistema. As pessoas têm que se habituar a não delegar em figuras concretas, mas a exercer um controle constante. Não somos meninos dependentes do papá.

    Não somos anti-sistema, mas apostamos na regeneração da democracia. Como os políticos não nos oferecem soluções, há a tentação de corrê-los todos e que venham os anti-políticos. Mas isso não é política, é uma explosão que pode aliviar, mas não resolve o problema.

    Apesar do desafecto com os políticos, a política interessa e muito. É preciso uma revolução tranquila dos cidadãos que não se sentem representados. É preciso alguém com sentido comum, capacidade de liderança e uma base moral honesta. Que não se afogue em populismo e transforme a força da desilusão das pessoas em gestão política de verdade. Acabar, de uma vez por todas, com os privilégios dos políticos.

    Os partidos não têm que nos dar a solução, só têm que parar de obstruir as soluções que a sociedade, muito à frente deles, já tem. Queremos um país e Matosinhos para quem cá vive e não para quem o governa. O país e Matosinhos precisam de uma redefinição ética, cívica e moral, em tudo. Sonhar é preciso, o tesouro de todos os sonhos. Pensar é preciso, o tesouro de todos os pensamentos e da mudança.

    Vamos ter ilusão, sonhar e crença nesta ideia, que vamos ser capazes. Transformar esta quimera numa realidade, transformar esta plataforma numa candidatura vencedora em Matosinhos em 2021.

    O primeiro passo é tentar atrair pessoas que não votam.

    Vamos procurar não defraudar as expectativas, atrair pessoas bem formadas e informadas, que olham para os políticos numa posição de igualdade, quando não, de superioridade. Não sentem obrigação por enquadramento de classe ou de pertença, ao contrário, de outras que são fiéis a uma sigla.

    Talvez, tenhamos mais possibilidade de êxito se as convencermos e as fizermos sentir que decidem livremente e sem imposição. Vamos tentar ter connosco quem ama a liberdade, tem a sensação de estar livre e não depende de ninguém.

    Queremos ter connosco quem seja capaz de abraçar este projecto com autonomia e espontaneidade.

    Até 2021!




    Todos os textos desta plataforma não estão fechados, estão abertos a novas ideias e sugestões.
    Os conteúdos apresentados foram elaborados em Junho de 2018.





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