RAZÕES





  • Razões




    Razões para fazer parte deste movimento social?


    Pretendemos ser cânone na nossa democracia e na vida autárquica. Sugerimos uma conversação geracional em que se destacam os laços, os vínculos pessoais, os registos na primeira pessoa, a cidadania e o quotidiano das pequenas coisas.

    A busca da representação política através de códigos não convencionais. Esta plataforma é uma aposta no futuro que nunca está fechada.

    Muitos de nós podemos nem nos conhecermos, mas lemos o que se pretende nesta plataforma e, esta forma de comunicar gera um diálogo sobre a forma como podemos atingir os nossos objectivos.

    Como reflectir sobre a actualidade e tornar melhor Matosinhos e Portugal. No fundo, queremos agitar Matosinhos como algo muito importante que, revela uma mudança de paradigma.

    Tradicionalmente apresenta-se um candidato ou por partidos ou independente. Nesta plataforma nada disso acontece. Vamos partir de baixo para cima. Primeiro as pessoas e as suas ideias, opiniões e reflexões, só depois o candidato ou os candidatos.

    Temos que prestigiar o que vamos fazer e que não seja visto com desconfiança.

    Vamos encaixarmo-nos num amplo espaço ideológico aberto e não fechado. Estamos na mesma onda fazendo coisas diferentes e pensando de maneira diferente.

    Somos pessoas com diferentes profissões que temos preocupações distintas.

    Há um boom de independência e de anti-partidos. Não somos a favor que acabem os partidos, mas gostaríamos que eles funcionassem de outro modo. O nosso caminho é por bem, gostaríamos de contribuir para melhorar a nossa democracia à nossa maneira. Os partidos políticos não têm sido capazes de permitir uma mudança por dentro e ela está a ocorrer por fora dos partidos.

    Os partidos fazem-nos lembrar um doente com as artérias cheias de gordura não permitindo a fluidez da passagem do sangue. A vida democrática está com arteriosclerose, a democracia não é fluída.

    Há que renovar o sistema político alterar a Constituição e a vida autárquica no que seja necessário.

    Os políticos estão obcecados com o curto prazo. Nós estamos a pensar nas próximas gerações e na evolução da nossa democracia.

    A má imagem dos políticos deve-se à corrupção que é determinante, mas também ao discurso político. Cada vez está mais desprestigiado e é cada vez mais aborrecido. Como os iogurtes que têm prazo de validade, a partir do qual deixam de ser credíveis.

    Jorge Luis Borges, escritor e ensaísta argentino, dizia estar mais orgulhoso dos livros que tinha lido do que dos livros que escreveu. Há mais gente a escrever livros do que a lê-los. Há políticos que publicam livros e nunca leram nenhum. Isso é terrível!

    Este projecto tem como finalidade tornar a política melhor e quem a exerce e não para arranjar lugares. Se fizermos isto por paixão seremos bem-intencionados e felizes.

    Não nos move um projecto para ganhar dinheiro. É importante ter saúde e amor, ter dinheiro. É importante mas não podemos renunciar às nossas paixões e perder a nossa dignidade. É melhor ganhar menos de uma forma digna.

    Se não páras para te recolher, não fazes reflexão, não pensas, não podes aprender.

    Vamos avançar neste projecto pelo prazer de aprender e que nos sirva para entender a nossa vida.




    Era do Movimento



    Tudo se move rápido e nada permanece imóbil.

    É preciso reagir contra este sistema estático, e transformar a política em algo excitante e vertiginoso que acompanhe o ritmo dos tempos.

    Como diz Philipp Blom, keep moving and set everything around in motion.

    As fricções, o futuro incerto, os novos realinhamentos, avançam ao som da acção/reacção.

    Cada passo dado será uma pequenina vitória.

    A política tem um desfasamento e ainda não interiorizou que o tempo é muito rápido, muito mais célere, e escrutinador do que era.

    Os media fazem um controlo e uma fiscalização a um tempo vertiginoso. Os cidadãos também começam a fazê-lo de uma forma séria e rápida.

    Estamos perante aquilo que se chama crowdsourced constitution (participação das pessoas por meio da internet num processo constituinte). A partir do crowdsourcing (obter ideias ou conteúdos pela contribuição de um grande grupo de pessoas via online).

    As novas formas de democracia utilizando as ferramentas da tecnologia podem ajudar neste modelo de verdadeira colaboração.




    A verdadeira democracia está a morrer



    Há uma enorme erosão da democracia pelo actual sistema político. Como diz José Ivo Sartori, professor, filósofo e político brasileiro, “as palavras são os nossos óculos, confundir a palavra é confundir a coisa”.

    A democracia genuína está a morrer gradualmente. A democracia representativa tem sido prejudicada repetidamente pela corrupção, influência corporativa, manipulação dos media, perversão ideológica, poder dos grupos de lobby, amiguismo, erosão da transparência e muito mais.

    O que agora vivemos é uma sombra do que deve ser uma democracia e um mundo com a verdadeira intenção - representar a vontade do povo.

    A nível nacional, a nível autárquico precisamos de uma visão visionária, competente e corajosa para mudar as coisas. Acreditamos que esse nível de liderança não pode existir no sistema político de hoje. Um sistema que tem pouco a ver com a vontade das pessoas e mais com o poder e o partidarismo.




    O mundo mudou



    O 25 de Abril deu-se em 1974. Esse tempo já vai distante e a sociedade hoje é muito diferente.

    No entanto, persistimos com um sistema de governo, quer a nível nacional, quer a nível autárquico ultrapassado. Tentamos dar a nossa voz a um sistema que não tem capacidade para usá-lo efectivamente.

    A tecnologia agora fornece um mecanismo para o que a democracia sempre exigiu; que os líderes que representam a comunidade entendem o desejo dessa comunidade: que Matosinhos entenda os seus habitantes, votantes e não votantes.




    É hora de mudarmos



    A maneira como coexistimos precisa de mudar. Por um lado, detestamos o rumo que o mundo está a tomar, quer a nível político, social e ambiental e, no entanto, temos feito muito pouco para o mudar, ou por medo, ou por inactividade, ou por laxismo, para tomar as decisões difíceis necessárias para o mudar. Matosinhos pode contar connosco.

    Precisamos de um sistema melhor, mais justo e mais valorizado. Imaginem um Matosinhos onde o executivo realmente reflicta a vontade das pessoas de Matosinhos. Podemos construir esse Matosinhos.




    Ser Político



    Este tipo de maus exemplos e excepções descredibiliza a política e qualquer governo. Sempre temos dito, ao longo destes anos, que estar na política e por via disso, estar num cargo público, deve ser uma honra e não ter benesses, além das normais e comuns para todos os cidadãos. Por outro lado, pensamos que um político deve ser bem remunerado, para não ter tentações e deslumbramentos. Ser político e exercer um cargo público têm que ser o mesmo que exercer qualquer tipo de profissão. Evidentemente com outro grau de responsabilidades, pois trata do bem comum e mexe com dinheiros do erário público, mas isso, não lhe pode permitir usufruir de reformas antecipadas, subvenções vitalícias, entre outras benesses. Somos um país de pindéricos, a armar ao fino, cheio de salamaleques e de pavões, novos-ricos e doutores, julgando sempre que somos mais do que os outros e que vivemos lá de cima do nosso pedestal. Errado!

    Enquanto não mudarmos esta mentalidade do “armanço”, que temos motorista e carro, cartão de crédito, mas sem credibilidade, sem o reconhecimento, ético, moral e honrado. Qualquer político não deveria poder exercer um cargo, se não tivesse uma profissão antes de ter um cargo público. A política não pode ser um “carreirismo” mas um “honrismo”.




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    Os conteúdos apresentados foram elaborados em Junho de 2018.






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