REPRESENTANTES





  • Escolha de Representantes



    Segundo Pacheco Pereira (professor, investigador da história contemporânea portuguesa, político e comentador): "há um problema na política em democracia, e na política portuguesa em particular, que só se resolve com as pessoas. Nem as leis, nem muitas vezes uma lista de boas práticas, nem controlos burocráticos, são eficazes para o resolver. E, sem se darem passos para o resolver, não se consegue mitigar a pressão populista, nem prestigiar a vida política ou o exercício de cargos públicos”.

    Infelizmente o acesso a determinados tipos de poder, quase sempre pequenos poderes, permite utilizar lugares e funções em proveito próprio ou de próximos de si. Estes abusos e aproveitamentos, infelizmente tão comuns na vida pública portuguesa. Conhecemos muita gente, que quando acede a um lugar ou um cargo deixa de ter a vida que tinha e passa a viver com alguma grandeza.

    Esta utilização de dinheiros públicos por despesas pessoais através de um tributo a nós próprios ou favores é inadmissível.

    A ética tem muito que se lhe diga e há uma zona nebulosa difícil de apontar. E, não adianta dar a resposta sempre que se conhece um novo abuso, que é legislar, aumentar o emaranhado de leis e procedimentos.

    Temos que valorizar o valor dos comportamentos individuais e escolher para as funções mais delicadas quem não transige com este tipo de práticas.

    Quanto mais regras se fazem, mais regras se infringem. Há uma cultura na classe política portuguesa que é o sentimento impunidade.

    A classe política pensa sempre que não é possível saber-se o que fazem, não há quem saiba. E, o mais grave julgam que as pessoas não se estão a aperceber do que estão a fazer.

    A mania que são pessoas muito importantes e que tudo lhes passa por baixo. Mas estão redondamente enganados.

    Há sempre alguém que sabe, ou que se apercebe que denuncia e os media tratam de divulgar de uma forma rápida.

    Temos que acabar com a opacidade do exercício da política portuguesa. Há em Portugal uma cultura de compadrio e um outsourcing legislativo.

    Segundo Conceição Pequito (professora universitária de Ciência Política): "A qualidade da democracia é má porque os partidos monopolizam as listas eleitorais e vivem da cartelização do Estado”.

    Os partidos além de monopolizarem fazem más escolhas.

    Nesta plataforma queremos representar os cidadãos de outra forma. Queremos acabar com o monopólio do PS na CM Matosinhos.

    Vamos procurar ter muito cuidado na escolha dos candidatos com normas claras, precisas, objectivas e como vamos fazer as escolhas:

    1 – elaborar uma metodologia de escolha dos candidatos.
    2 – verificar a sua aceitação por todos.

    Os cidadãos terão uma palavra a dizer nestas escolhas.

    Quem milita num partido político acha que é um privilégio, um valor em si mesmo, crê que é superior aos demais.

    Temos que deixar de ganhar eleições para distribuir os despojos pelos vencedores.

    A transparência e a lisura de processos são indispensáveis à sobrevivência do regime, sem nos arvorarmos salvadores do regime.




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